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abril 14, 2013

O Jugo Desigual



Não se ponham em jugo desigual com descrentes. Pois o que têm em comum a justiça e a maldade? Ou que comunhão pode ter a luz com as trevas? Que harmonia entre Cristo e Belial? Que há de comum entre o crente e o descrente?  2 Coríntios 6:14-15

        
Com base no texto do apóstolo Paulo acima citado, me pus a pensar sobre o “jugo desigual”.
    Paulo escreveu esta segunda epístola à Igreja de Corinto e aos crentes de toda a Acaia, conforme registrado em 2 Coríntios 1.1. O propósito desta carta referia-se a três classes de pessoas em Corinto: a) Paulo escreveu para encorajar a maioria da Igreja que era fiel; b) Escreveu para contestar e desmascarar os falsos apóstolos que insistiam em difamá-lo. c) Escreveu, também com o propósito de repreender a minoria na igreja que estava influenciada pelos discursos dos falsos apóstolos, visto que já não queriam mais acatar a sua autoridade e correção.
    Dentro deste contexto de repreensão, Paulo aborda o JUGO DESIGUAL! Mas, o que vem a ser este jugo desigual com os infiéis? Podemos pensar nas associações de negócios entre crentes e descrentes ou na área do relacionamento amoroso. Quero me deter neste segundo ponto e, focar o relacionamento do crente com alguém que não professa a mesma fé.
Infelizmente, vivemos dias em que não se valoriza mais a santidade e o temor do Senhor tem sido lançado para longe da prática de vida cristã orientada a cada nascido de novo.
   Um exemplo de “jugo desigual” concernente ao namoro trata-se da incompatibilidade da fé. O relacionamento de cristãos com não cristãos ou evangélicos com não evangélicos é uma opção de jugo desigual. A exemplo disso, podemos citar um jovem evangélico que namora uma moça católica. Os conflitos se instauram em todos os momentos: Onde se casarão, na igreja evangélica ou na católica? Em qual igreja seus filhos serão criados, na evangélica ou na católica? Ele terá em sua casa altares com santos católicos para agradar a esposa? Enfim, vários transtornos surgirão no decorrer da vida de casados, culminando, muitas vezes, em separação até porque, jamais conseguirão cultuar juntos sem que um deles abra mão da fé que recebeu. E nem entro na questão dos familiares, como sogra, sogro, cunhados que certamente farão pressão durante toda a vida do casal querendo um dos cônjuges ceda ao outro.
  Falando francamente quando um(a) jovem crente se associa em relacionamento de jugo desigual algo não está bem em sua comunhão com Deus, pois bem sabemos o que a Bíblia nos ensina sobre esse tipo de associação. Menciono a seguir sete razões porque Deus condena o jugo desigual ou porque nos orienta a não nos associarmos com os descrentes. Vejamos:

1.     O jugo desigual conduz a idolatria!

      A Bíblia nos ensina que não devemos nos prostrar diante de imagens e nem prestar cultos a elas. Como está escrito,



Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o SENHOR teu Deus, sou Deus zeloso”. (Êxodo 20:3-5)


Algumas religiões afirmam que ao possuírem “imagens de escultura” e se prostrarem diante delas não as estão adorando, mas sim, venerando-as. Ora, ao consultarmos o dicionário da língua portuguesa, logo descobriremos que “venerar” é um verbo transitivo direto que significa “tributar grande respeito a; render culto a; reverenciar” e “adorar” trata-se, também, de um verbo transitivo direto e significa “prestar culto a, reverenciar, venerar”. Portanto, são palavras sinônimas. Desta forma quando um evangélico se associa, por exemplo, a uma pessoa que professa a fé católica, se prende a um jugo desigual. Afinal, existe aqui uma incompatibilidade de fé e fidelidade a Deus.
     Além disso, a Palavra de Deus nos orienta a que não façamos alianças com os que não professam a nossa fé:

Para que não faças aliança com os moradores da terra, e quando eles se prostituirem após os seus deuses, ou sacrificarem aos seus deuses, tu, como convidado deles, comas também dos seus sacrifícios, E tomes mulheres das suas filhas para os teus filhos, e suas filhas, prostituindo-se com os seus deuses, façam que também teus filhos se prostituam com os seus deuses” (Êxodo 34:15-16).

“E Israel deteve-se em Sitim e o povo começou a prostituir-se com as filhas dos moabitas. Elas convidaram o povo aos sacrifícios dos seus deuses; e o povo comeu, e inclinou-se aos seus deuses. Juntando-se, pois, Israel a Baal-peor, a ira do SENHOR se acendeu contra Israel. Disse o SENHOR a Moisés: Toma todos os cabeças do povo, e enforca-os ao SENHOR diante do sol, e o ardor da ira do SENHOR se retirará de Israel. Então Moisés disse aos juízes de Israel: Cada um mate os seus homens que se juntaram a Baal-peor. E eis que veio um homem dos filhos de Israel, e trouxe a seus irmãos uma midianita, à vista de Moisés, e à vista de toda a congregação dos filhos de Israel, chorando eles diante da tenda da congregação. Vendo isso Finéias, filho de Eleazar, o filho de Arão, sacerdote, se levantou do meio da congregação, e tomou uma lança na sua mão; E foi após o homem israelita até à tenda, e os atravessou a ambos, ao homem israelita e à mulher, pelo ventre; então a praga cessou de sobre os filhos de  Israel” (Números 25:1-8).

“E o SENHOR teu Deus as tiver dado diante de ti, para as ferir, totalmente as destruirás; não farás com elas aliança, nem terás piedade delas; Nem te aparentarás com elas; não darás tuas filhas a seus filhos, e não tomarás suas filhas para teus filhos; Pois fariam desviar teus filhos de mim, para que servissem a outros deuses; e a ira do SENHOR se acenderia contra vós, e depressa vos consumiria” (Deuteronômio 7:2-4).

Habitando, pois, os filhos de Israel no meio dos cananeus, dos heteus, e amorreus, e perizeus, e heveus, e jebuseus, Tomaram de suas filhas para si por mulheres, e deram as suas filhas aos filhos deles; e serviram aos seus deuses. E os filhos de Israel fizeram o que era mau aos olhos do SENHOR, e se esqueceram do SENHOR seu Deus; e serviram aos baalins e a Astarote. Então a ira do SENHOR se acendeu contra Israel, e ele os vendeu na mão de Cusã-Risataim, rei da mesopotâmia; e os filhos de Israel serviram a Cusã-Risataim oito anos” ( Juízes 3:5-8).

2.     O jugo desigual é uma armadilha:

“Não façam aliança com eles nem com os seus deuses. Não deixem que esses povos morem na terra de vocês, senão eles os levarão a pecar contra mim, porque prestar culto aos deuses deles será uma armadilha para vocês” 
(Êxodo 23:32-33).

“Eles não destruíram os povos, como o Senhor tinha ordenado, em vez disso, misturaram-se com as nações e imitaram as suas práticas. Prestaram culto aos seus ídolos, que se tornaram uma armadilha para eles  (Salmos 106:34-36).

        Penso ser até desnecessária qualquer explicação diante dos textos
acima citados. A Bíblia é clara quando nos alerta sobre o perigo que algumas circunstâncias ou relacionamentos que se apresentam diante de nós diariamente podem nos afastar de Deus e daquilo que Ele planejou para nós.

3.     O jugo desigual é escravizador:

         Nada mais forte do que um relacionamento ou um sentimento que domina o coração a ponto de escravizar as forças, as decisões e a fidelidade a Deus do que o jugo desigual. Jovens apegam-se ao carinho, ao desejo da carne, a um sentimento aparentemente infindável e caem num grande abismo, numa areia movediça. Pois ao partir para o casamento e descobrir que foi enlaçado por uma armadilha de âmbito espiritual, o cônjuge se vê infeliz, vestido de sentimentos de culpas e por conseqüência não consegue fazer feliz a pessoa que outrora lhe parecia ser o par perfeito. Por esta causa o jugo desigual é escravizador.

pois eles, com palavras de vaidosa arrogância e provocando os desejos libertinos da carne, seduzem os que estão quase conseguindo fugir daqueles que vivem no erro. Prometendo-lhes liberdade, eles mesmos são escravos da corrupção, pois o homem é escravo daquilo que o domina (2 Pedro 2:18-19).

4.     O jugo desigual é contaminador:

         Manter-se separado ou esperar em Deus para um casamento segundo o coração do Senhor preserva-nos de sermos contaminados pelas práticas de vida desta geração. Uma geração que se relaciona sexualmente no namoro e já não se importa com a santidade. Como pode um jovem crente se guardar para a sua esposa estando namorando uma moça que não se importa em se preservar? A Bíblia nos trás vários exemplos de relacionamentos que contaminaram alguns homens de Deus. Dentre eles, poderíamos citar Sansão ou até mesmo Salomão, como vemos no capitulo 11 de 1 Reis que diz:
           

Ora, além da filha de Faraó, amou Salomão muitas mulheres estrangeiras:   moabitas, amonitas, edomitas, sidônita e hetéias, mulheres das nações de que       havia o Senhor dito a Israel: não caseis com elas, nem casem elas convosco, pois vos perverteriam o coração, para seguirdes os seus deuses. A estas se         apegou Salomão pelo amor (1 Rs. 11.1,2).

Outro exemplo é quando Esdras descobre que algo estava errado com a nação de Israel que voltara do exílio babilônico e era o pecado do casamento misto

Depois que foram feitas essas coisas, os líderes vieram dizer-me: O povo de Israel, inclusive os sacerdotes e os levitas, não se mantiveram separados dos povos vizinhos e suas práticas repugnantes, como as dos cananeus, dos hititas, dos ferezeus, dos jebuseus, dos amonitas, dos moabitas, dos egípcios e dos amorreus. Eles e seus filhos se casaram com mulheres daqueles povos e com eles misturaram a descendência santa (Esdras 9:1-2).

5.     Envergonha os pais:

    Neste aspecto nem há muito que comentar. Porém, quero destacar a tristeza dos pais ao verem o (a) filho (a) que cuidaram com tanto carinho, afastando-se e indo cada vez mais para longe do Senhor. A vergonha de vê-los consagrarem seus filhos a deuses estranhos ou a permitir em sua casa práticas das quais não fora ensinado. Você já parou para pensar nos sentimentos de seus pais? Já se aconselhou com eles sobre esse assunto? Por esta causa, permaneço com a Palavra de Deus que diz:

O que guarda a lei é filho sábio, mas o companheiro dos desregrados envergonha a seu pai  (Provérbios 28:7).

6.     Provoca a ira de Deus:
        
     Em Deuteronômio capítulo 7 o Senhor alertava os pais a que instruíssem seus filhos para não se casarem com as pessoas das nações vizinhas, pois isto lhes faria desviarem-se do temor do Senhor e despertaria a ira de Deus. Vejamos:


E a ira do SENHOR se acenderia contra vós, e depressa vos consumiria  (Deuteronômio 7:2-4).

E disse o SENHOR a Moisés: Eis que dormirás com teus pais; e este povo se levantará, e prostituir-se-á indo após os deuses estranhos na terra, para cujo meio vai, e me deixará, e anulará a minha aliança que tenho feito com ele.
Assim se acenderá a minha ira naquele dia contra ele, e desampará-lo-ei, e esconderei o meu rosto dele, para que seja devorado; e tantos males e angústias o alcançarão, que dirá naquele dia: Não me alcançaram estes males, porque o meu Deus não está no meio de mim?  (Deuteronômio 31:16-17).

Isto significava que Deus os haveria de entregar à sua própria sorte. Não os protegeria; nem lutaria em favor deles e tão pouco haveria comunhão entre eles e Deus. Portanto, o jugo desigual provoca a separação entre o adorador e seu Deus.

       7.     Colhem os seus frutos:

    Todas as nossas escolhas implicam em consequências. Sejam elas boas ou não, certamente colheremos dos seus frutos. O jugo desigual traz conflitos no casamento; desigualdade de culto, de práticas e de sentimentos. Este é o preço daquele que insiste em aparentar-se com pessoas que não professam a mesma fé.


"Se, todavia, vocês se afastarem e se aliarem aos sobreviventes dessas nações que restam no meio de vocês, e se casarem com eles e se associarem com elesestejam certos de que o Senhor, o seu Deus, já não expulsará essas nações de diante de vocês. Ao contrário, elas se tornarão armadilhas e laços para vocês, chicote em suas costas e espinhos em seus olhos, até que vocês desapareçam desta boa terra que o Senhor, o seu Deus, deu a vocês (Josué 23:12-13).


O anjo do Senhor subiu de Gilgal a Boquim e disse: Tirei vocês do Egito e os trouxe para a terra que prometi com juramento que daria a seus antepassados. Eu disse: Jamais quebrarei a minha aliança com vocês. E vocês não farão acordo com o povo desta terra, mas demolirão os altares deles. Por quê vocês não me obedeceram? Portanto, agora lhes digo que não os expulsarei da presença de vocês; eles serão seus adversários, e os deuses deles serão uma armadilha para vocês (Juízes 2:1-3).

         Pense bem! Não se coloque em jugo desigual! Espere no Senhor. Não insista com este namoro, mas, elimine todos os meios pelo qual ele tem sido nutrido. Tome uma atitude bíblica que afirma Paulo em 2 Coríntios:

       Por isso saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; E não toqueis nada imundo, E eu vos receberei; E eu serei para vós Pai, E vós sereis para mim filhos e filhas, Diz o Senhor Todo-Poderoso. (2 Co. 6:17,18).
     
 É necessário romper essa aliança que te afasta de Deus, mesmo que de momento isso seja sofrido, dolorido. Jesus sofreu muito mais em nosso favor. O jugo desigual trás consequências sérias e, muitas vezes, culmina em divórcio, amarguras e ressentimentos. Por isso, reflita sobre a sua conduta e como está escrito em 2 Timóteo:

"na esperança de que Deus lhes conceda o arrependimento, levando-os ao conhecimento da                              verdade, para que assim voltem à sobriedade e escapem da armadilha do diabo, que os aprisionou para fazerem a sua vontade (2 Timóteo 2:25-26).


                                                    Pastora Rose Prado


outubro 21, 2012

MESTRAS NO BEM



 Na carta a Tito 2.3-5, a palavra exorta: As mulheres idosas, semelhantemente, que sejam sérias no seu viver, como convém a santas, não caluniadoras, não dadas a muito vinho, mestras no bem; Para que ensinem as mulheres novas a serem prudentes, a amarem seus maridos, a amarem seus filhos. Vemos neste texto o padrão de Deus para a mulher que serve ao Senhor. Este padrão não se trata de uma sugestão, porém de uma ordem de Deus para a sua Igreja. Mais especificamente, há uma lista que orienta a conduta da mulher mais velha no que se refere à formação das mais novas, tanto no convício familiar quanto na vida diária.
Contudo, quero me deter neste artigo, apenas na expressão Mestras no bem que na tradução da Bíblia para a Língua Portuguesa na versão NVI - Nova Versão Internacional, define: mulheres capazes de ensinar.
Muito temos visto em investimentos de programas e projetos dentro da Igreja, fatores que são importantes para o crescimento da mesma. Porém, pensando no papel da mulher cristã, nos detemos nesta ordenança do Senhor para as mulheres exercerem o ministério interpessoal, ou seja, mulheres orientando mulheres. E, é inevitável lembrar provérbios 31, que vai mostrar a mulher citada por Paulo a Tito, que edifica a sua casa e ensina as mais novas, porque é sábia. Todavia, o texto de provérbios 31:13-19,21,22,24,27 vai além do lar, pois nos conduz à mulher profissional, isto é, o seu relacionamento com sua vida e seu trabalho. Mostra-nos, não a mulher perfeita, mas aquela que é virtuosa e que entende que Deus tem um plano em sua vida e desejava usá-la para ser mestra ou aquela que está investida de capacidade para ensinar e ser exemplo para todas as demais.
A mulher que é mestra no bem, tudo o que faz resulta favoravelmente através de uma administração prudente. Os versos 13 a 31 de provérbios retratam a mulher mestra no bem, que está envolvida diariamente em administrar, ganhar e multiplicar o dinheiro da família. Isto nada mais é do que a mulher em sua dupla jornada de trabalho. Ela se esforça prazerosamente em seus deveres e administra seu tempo de forma a não perder sequer um minuto.
E, é evidente que cada dia na vida da mestra no bem, é um desafio a ser vencido! Até por que, como está escrito: O marido está feliz e pode confiar nela, e ele permite que a sua esposa administre vários assuntos para ele (Prov. 31.11). Nisto consiste a mestra no bem! Ela cria um ambiente saudável em sua casa, é ajudadora do seu marido, educadora dos filhos e em muitos casos, a profissional que coopera com as finanças do lar.
Temos hoje em nossas igrejas, mulheres médicas, psicólogas, professoras, advogadas, enfim, mulheres que ocupam diversas áreas profissionais na sociedade e continuam sendo “submissas” a seu marido, conforme nos ordena o Senhor. E, quero dar uma ênfase nesta palavra “submissão” da esposa. Pensando na palavra “submissa”, observamos que se trata de uma junção de duas palavras: sub + missão, ou seja, entendemos “sub”, como sendo “estar debaixo de” e “missão”, como sendo, “alvo, meta, propósito”. Desta forma, “submissão” quer dizer: “estar debaixo do mesmo alvo ou do mesmo propósito”. Sabemos de acordo com a Palavra de Deus que o homem é líder do lar, portanto, é aquele que tem por objetivo trazer a provisão, a proteção e o cuidado. A mulher de igual modo está debaixo desta mesma missão do homem, que é criar os filhos e manter a paz e a integridade da família. É nisto, que consiste as mestras no bem: ser submissa, ajudadora, uma esposa fervorosa (se for casada) e mãe dedicada, uma dona-de-casa consagrada e uma mulher confiante, por causa de seu reverente temor ao Senhor. 
Tudo isto, tendo por somatória a realização profissional trazendo a seu marido e filhos a alegria de ser uma mulher sábia que edifica a sua casa. E, por conseguinte, está capacitada a ensinar as mais novas a que sigam seu bom exemplo.

 Rose Prado
        Deus é Fiel!

maio 07, 2012

“TAL MÃE, TAL FILHOS”



"Todos os que gostam de citar provérbios citarão este provérbio sobre você: "Tal mãe, tal filha". Ezequiel 16:44 (NVI)

Baseada, neste texto de Ezequiel quero pensar no poder do exemplo, exercido pela mãe na criação dos filhos, seja no convívio do lar ou fora dele. É fato que os filhos absorvem a maneira de viver dos pais. Porém, é a mãe a que passa maior tempo com eles, quem educa, quem conhece até mesmo um simples olhar do filho.
A Bíblia está recheada de exemplos de mulheres que foram mães sábias e marcaram o seu tempo por causa de uma vida exemplar, tais como: Joquebede – mãe de Moisés, que no auge da perseguição egípcia, teve a coragem de ter um filho, escondê-lo por três meses, e ainda arquitetar um plano para dar-lhe uma chance de ser resgatado; Ana – mãe de Samuel – que, embora fosse seu único e tão desejado filho, o entregou para o serviço do Senhor e recebeu de Deus a recompensa de ter mais cinco filhos. Dentre estas, muitas outras mães citadas na Bíblia, fizeram a diferença dando à luz homens que mudaram a história e marcaram suas gerações.
Por vezes, me pergunto se temos sido exemplo para nossos filhos e se estamos forjando neles o caráter de Cristo já forjado em nós, se é que temos vivido um cristianismo autêntico.

Como está escrito, “tal mãe, tal filha” e acrescento: “tal mãe, tal filhos”. Pois, eles serão e terão o que colocarmos neles: compreensão, tranquilidade, coragem, amor, perdão ou serão rancorosos, gritadores, nervosos e desrespeitosos. É como uma linda caixa de presente vazia que usamos para guardar trecos. A caixa pode ser linda, mas o que vamos colocar dentro dela depende do que estamos acostumados a ter e é o que fará a diferença na beleza da caixa. Da mesma forma, fazemos com nossos filhos! Mãe que é nervosa criará filhos nervosos; mãe que não respeita o marido criará filhos desrespeitosos aos pais e aos outros; mãe sem temor a Deus criará filhos incrédulos e distantes do Senhor.


Portanto, mães, pensemos no exemplo que temos dado aos nossos filhos para que mais tarde possamos sorrir com eles, ao invés de lamentar um erro que já não permite concerto!
O exemplo fala mais alto que os gritos!


        Rose Prado
                                                            Deus é Fiel!


março 07, 2012

(Pré) conceito: O lugar da mulher.

Todavia, no Senhor, nem a mulher é independente do homem, nem o homem é independente da mulher; pois assim como a mulher veio do homem, assim também o homem nasce da mulher, mas tudo vem de Deus” (1Co 11.11-12). 
Esse tema tem sido foco de muitas discussões nos últimos anos e confesso que abordá-lo, não é tarefa fácil. Muito se lê a respeito e as opiniões diferem de pessoa para pessoa, de grupo para grupo e até mesmo do segmento religioso e cultural de cada um. Porém, nos últimos meses, tenho pensado no assunto, até mesmo, por causa do comentário que um “anônimo” fez no meu blog. Comentário não publicado, apenas pelo fato da pessoa não ter se identificado, quem sabe não o tenha feito pela rudeza de suas palavras, que com certeza, não combinam com o cristianismo que pregamos e vivemos.
Ao publicar artigos em meu blog trago sempre o propósito da edificação e não para criar polêmicas ou descontentamentos. E, na qualidade de “Pastora e Missionária”, reconhecida ou não pelas pessoas ou denominações evangélicas, sinto a necessidade de refletir sobre o “(pré) conceito” que algumas pessoas formaram em torno do lugar da mulher na Igreja. Longe de ser feminista ou de polemizar, busquei uma análise sobre o tema, lançando um olhar, a princípio, no papel da mulher na sociedade e, num segundo momento, pautando a Bíblia como fonte de investigação.

A Mulher na sociedade

Nas últimas décadas, a mulher tem ocupado um lugar de destaque no cenário mundial, experimentando uma ascensão crescente em todas as áreas do mercado de trabalho, incluindo até mesmo o comando de nações. Segundo o Conselho das Mulheres Líderes Mundiais vários países são governados por mulheres, a exemplo, temos: Michelle Bachelet, presidente do Chile, 2006-2010; Helen Clark – primeira ministra da Nova Zelândia desde 1999; Tarja Halonen da Finlândia; Pratibha Patil, presidenta da Índia desde 2007; Cristina Kirchner, presidenta da Argentina desde o final de 2007 e dentre tantas outras citadas, temos também Dilma Rousseff, a nossa atual presidenta. São líderes que, ao longo dos anos têm demonstrado o quanto a mulher avançou na conquista dos seus direitos e ideais.

Mas, nem sempre foi assim! Os vários períodos históricos da humanidade mostram o papel da mulher como sendo “propriedade” em sociedades patriarcais. As escolas filosóficas platônica, aristotélica e pitagórica, disseminavam pensamentos que privilegiavam os homens.  Por exemplo, Aristóteles acreditava que a mulher, na sua anatomia, possuía um cérebro menor e por isso, era impedida de desenvolver sua capacidade racional e intelectual. Pitágoras, por sua vez, de acordo com Gorzoni, ensinava que “existe um princípio bom que gerou a ordem, a luz e o homem; há um princípio mau que gerou o caos, as trevas e a mulher”.  Na sociedade grega, afirma a antropologia, que o papel da mulher se restringia ao cuidado da casa e dos filhos. Cultura essa, absorvida pela sociedade ocidental, dentro do sistema patriarcal em que a mulher era vista apenas como um objeto de prazer para o homem. O mesmo acontecia em Atenas, que segundo suas leis, as mulheres tinham de permanecer em silêncio nos ajuntamentos solenes, não podendo participar das assembleias e tão pouco eram consideradas cidadãs.

A Mulher na Bíblia

No modelo da sociedade judaica, que é o patriarcal, as mulheres viviam reprimidas, eram desvalorizadas e não lhes era permitido falar com um homem, em público.  Na tradição judaica, a educação do menino judeu era diferente daquela aplicada às meninas, ou seja, o menino frequentava a escola e sempre lhe era necessário aprender mais e mais. Contudo, a menina não lhe era permitido estudar, pois quanto menos aprendesse, melhor! A ela, competia aprender somente os afazeres domésticos “coisas de mulher”. Outro detalhe é que uma mulher não podia ser testemunha num tribunal; não podia pedir divórcio, enquanto o homem o fazia deliberadamente. Vivia, portanto, discriminada e isolada socialmente. Segundo Valdéz, os rabinos diziam: “É preferível queimar o Livro da Lei, antes que, mostrá-lo para uma mulher”. Outro mestre judeu, Rabí Eliezer, no século I d.C. comentava: “Quem ensina a Lei para sua filha, ensina-lhe obscenidades”. Também diziam os rabinos: “Todos os males que existem no mundo entram, durante o tempo que os homens perdem falando com as mulheres”. No templo, só era permitido que a mulher entrasse até certo ponto, pois havia um espaço reservado para elas; na sinagoga, havia uma barreira que separava as mulheres dos homens.

Mulheres que seguiam a Jesus

Jesus, porém, quebrou as tradições; quebrou as barreiras impostas às mulheres e passou a evidenciá-las, respeitá-las e valorizá-las.
Há um valioso depoimento histórico nos Evangelhos que menciona, ao menos em cinco oportunidades, um grupo de mulheres que seguiam a Jesus. De acordo com Lucas 8.1-3: Depois disso Jesus ia passando pelas cidades e povoados proclamando as boas novas do Reino de Deus. Os Doze estavam com ele, e também algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e doenças: Maria, chamada Madalena, de quem haviam saído sete demônios;Joana, mulher de Cuza, administrador da casa de Herodes; Susana e muitas outras. Essas mulheres ajudavam a sustentá-los com os seus bens”. 

Nesta passagem, observamos a conjunção “e” denotando que Lucas coloca os doze discípulos num mesmo nível das mulheres que seguiam a Jesus, visto que elas também escutavam os ensinamentos em particular de Jesus, como podemos constatar em Lucas 24.5-8: Por que vocês estão procurando entre os mortos aquele que vive? Ele não está aqui! Ressuscitou! Lembrem-se do que ele lhes disse, quando ainda estava com vocês na Galiléia: ‘É necessário que o Filho do homem seja entregue nas mãos de homens pecadores, seja crucificado e ressuscite no terceiro dia. Então se lembraram das suas palavras”. 
Chamo a atenção aqui, para a repetição da palavra “lembrar”, duas vezes mencionadas no texto. De acordo com o evangelista Lucas, as mulheres haviam escutado os ensinamentos trazidos por Jesus, em particular, aos seus discípulos na Galiléia (Lucas 9.18-27), falando acerca do que lhe sucederia nos últimos dias. Ora, se o anjo que lhes aparecera no sepulcro lhes mandara “lembrar” do que Jesus lhes ensinara, dá-nos a entender, obviamente, que elas participavam dos ensinamentos particulares que Jesus dava aos seus discípulos. Ensinamentos estes, que nos evangelhos, demonstram ter sido transmitido apenas para os homens. Vale ainda ressaltar, que Jesus exercia o seu ministério com atitudes inovadoras e audaciosas, por exemplo, a de ter admitido que mulheres viajassem com seu grupo, partilhando de seus ensinamentos, demonstrando assim, que Jesus não fazia acepção entre "homem e mulher"
Outra menção feita pelo evangelista é de Joana, mulher de Cuza. Mulher de boa posição econômica, esposa de um dos homens, considerado dentre os mais importantes funcionários de Herodes Antipas - aquele que mandara degolar João Batista. Joana era seguidora de Jesus e fazia parte do grupo de mulheres que ajudavam economicamente o ministério do Mestre até o final de sua missão (Luc. 24.10).
Mateus e Marcos citam as mulheres que o acompanhavam quando relatam a morte de Jesus: Ali havia muitas mulheres, olhando de longe, aquelas que seguiram Jesus desde a Galileia para servi-lo. Entre elas estavam Maria Madalena, Maria a mãe de Tiago e de José, e a mãe dos filhos de Zebedeu” (Mt 27, 55-56). A                                                                            mãe dos filhos de Zebedeu é nominada em Marcos, por Salomé. Ambos afirmavam que elas o seguiam e o serviam.

A mulher submissa

Tendo Jesus, um olhar diferenciado da sociedade da época, acerca do lugar da mulher no Reino de Deus, aprendemos com Ele, que muitos confundem a submissão ensinada pelo apóstolo Paulo com “repressão e machismo”, que é o que ainda persiste nos dias de hoje desde o Antigo Testamento. Com isso, quero pensar um pouco sobre a submissão da mulher, tantas vezes, citada em nossos púlpitos, e muitas delas, fora do seu sentido original. Em Colossenses 3:18  diz: "Vós, mulheres, sede submissas aos vossos próprios maridos, como convém no Senhor". Contextualizando esta passagem bíblica, o apóstolo Paulo, nas suas exortações práticas, faz um apelo à Igreja em Colossos por uma vida alicerçada em Cristo. Dentre alguns direcionamentos, ele se refere nos versos 18 até o capítulo 4.1, ao relacionamento doméstico. Paulo falava aos irmãos acerca das nossas atitudes cristãs dentro da família: a de esposo; a de esposa; a de pai e filho e, a de senhor e de servo.
Naquela época, em algumas igrejas, havia uma tendência das mulheres negligenciarem os seus deveres domésticos e procurar viver de uma forma mais emancipada, você pode conferir isto lendo as epístolas pastorais de 1 e 2 Timóteo e Tito. Outro fator a se pensar, é que nos dias de Paulo, num conceito geral, atribuía-se todos os direitos ao homem. Voltemos então, a pensar em Col. 3.18: "mulheres, sedes submissas aos vossos maridos". A palavra "SUBMISSA" trás por sinônimos: obediente, dócil, flexível e dependente. E, precisa ser bem entendida quanto ao seu significado, vejamos:
1. Segundo o dicionário da Língua Portuguesa, submissão é: “Ato ou efeito de submeter; obediência voluntária; sujeição; humildade, modéstia, passividade”;
2. De acordo com o significado etimológico da palavra: sub = debaixo de / missão = alvo, meta, objetivo. Assim, podemos entender que, “sub/missão”, trás o sentido de "estar debaixo da mesma missão".

Dentro de um contexto bíblico, ser SUBMISSA implica dizer que "a mulher deve estar debaixo da mesma missão que o seu marido", ou seja, a missão do marido é construir sua casa e sua família e, a mulher cristã, deve estar debaixo deste mesmo alvo, desse mesmo objetivo, no relacionamento entre ambos, na criação dos filhos; na administração do lar e no serviço ao Senhor. Por isso é de grande importância saber localizar o contexto em que as passagens bíblicas nos orientam a uma vida cristã.                                             

A mulher na Igreja

Desde muitos anos, a mulher tem sido mal interpretada quanto o seu lugar na Igreja, isto é, baseando-se em 1 Timóteo 2.13 que afirma: Primeiro foi formado o homem, depois a mulher, muitos interpretam que a mulher não pode exercer uma posição de liderança na Igreja. Porém, em 1 Coríntios 11.5, Paulo deixa claro que, em Corinto, as mulheres oravam e profetizavam no culto. Outros, se apoiam em 1 Timóteo 2. 11-14 que diz: A mulher deve aprender em silêncio, com toda a sujeição. Não permito que a mulher ensine, nem que tenha autoridade sobre o homem. Esteja, porém, em silêncio. Porque primeiro foi formado Adão, e depois Eva. E Adão não foi enganado, mas sim a mulher, que, tendo sido enganada, tornou-se transgressora".  
Esse conceito de “autoridade” baseia-se em Gênesis 2.21-24. Entretanto, se nos voltarmos a uma análise dos capítulos 1 e 2 de Gênesis descobriremos que, na verdade, não havia uma ordem hierárquica entre o homem e a mulher, e sim, que os dois foram feitos à imagem e semelhança de Deus e que, sem distinção, foram instituídos por Deus a desfrutar da criação, como está escrito:Não é bom que o homem esteja só, farei para ele alguém que lhe seja equivalente (Gênesis 2.18 - NVI). O que trouxe uma hierarquia entre ambos foi, na verdade, a entrada do pecado no mundo.  De acordo com RODRIGUES, S. G (2006) “A queda realmente teve consequências catastróficas para a relação entre Deus e os seres humanos, e entre eles próprios. A posição de governante e súdito surgiu após a queda, mas não podemos esquecer a redenção em Cristo Jesus, que renova todas as cosias (2 Coríntios 5.17)”. Usa-se o argumento da escolha de Deus, de que o primogênito, teria autoridade sobre seus irmãos, e Adão, seria então, como um primogênito sobre a mulher, porém esta prerrogativa não encontra respaldo, mesmo porque, Deus escolheu Jacó, e não Esaú; José do Egito, e não seu irmão mais velho. Paulo declara que, em Cristo, a ordem da criação de que a mulher é proveniente do homem é equilibrada pelas mulheres dando à luz homens (I Coríntios 11.11,12).
Ao longo dos milhares de anos que já se passaram, a humanidade segue o pensamento de que a mulher deve permanecer no seu “lugar subalterno” e, que tudo quanto Deus fez em Cristo, deve permanecer moldado na ideia da mulher “submissa”, no sentido subalternizado da palavra.
O que nos resta mais a dizer? Se Jesus, o Mestre dos mestres, resgatou a mulher da sua condição subalterna e do seu isolamento na sociedade vigente da época e lhe conferiu o direito de pregar a Palavra (quer liderança maior do que esta?), conforme relatado em Atos 2.17,18: “Nos últimos dias, diz Deus, derramarei do meu Espírito sobre todos os povos. Os seus filhos e as suas filhas profetizarão, os jovens terão visões, os velhos terão sonhos. Sobre os meus servos e as minhas servas derramarei do meu Espírito naqueles dias, e eles profetizarão. Profetizar, traz o sentido nesse texto de apregoar, pregar a Palavra.
Encerro minha análise com as palavras do apóstolo Paulo: Foi para a liberdade que Cristo nos libertou. Portanto, permaneçam firmes e não se deixem submeter novamente a um jugo de escravidão” (Gálatas 5,1). Submeter a mulher a um jugo que Cristo já quebrou é, no mínimo, não entender, absolutamente nada, do que Ele nos ensinou!

Que a mulher consiga ocupar o seu lugar dentro da Igreja e da sociedade, para servir a Deus conforme foi chamada, vencendo todos os preconceitos que muitos transformam em ideias pré-concebidas de coisas que, verdadeiramente, não foram ensinadas pelo nosso libertador: JESUS!
À todas as mulheres, líderes ou não, dentro das igrejas; a todas que lutam por servir a Deus, venho motivar que olhem somente para Jesus, o autor e consumador da nossa fé, sendo submissas, isto é, se colocando debaixo da mesma missão que o seu esposo para edificar a sua casa e por fim, a Casa do Senhor!                                                


        Rose Prado
         Deus é Fiel!