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Deus seja exaltado em todas as coisas que fazemos!

março 07, 2012

(Pré) conceito: O lugar da mulher.

“Todavia, no Senhor, nem a mulher é independente do homem, nem o homem é independente da mulher; pois assim como a mulher veio do homem, assim também o homem nasce da mulher, mas tudo vem de Deus” (1Co 11.11-12). 
Esse tema tem sido foco de muitas discussões nos últimos anos e confesso que abordá-lo, não é tarefa fácil. Muito se lê a respeito e as opiniões diferem de pessoa para pessoa, de grupo para grupo e até mesmo do segmento religioso e cultural de cada um. Porém, nos últimos meses, tenho pensado no assunto, até mesmo, por causa do comentário que um “anônimo” fez no meu blog. Comentário não publicado, apenas pelo fato da pessoa não ter se identificado, quem sabe não o tenha feito pela rudeza de suas palavras, que com certeza, não combinam com o cristianismo que pregamos e vivemos.
Ao publicar artigos em meu blog trago sempre o propósito da edificação e não para criar polêmicas ou descontentamentos. E, na qualidade de “Pastora e Missionária”, reconhecida ou não pelas pessoas ou denominações evangélicas, sinto a necessidade de refletir sobre o “(pré) conceito” que algumas pessoas formaram em torno do lugar da mulher na Igreja. Longe de ser feminista ou de polemizar, busquei uma análise sobre o tema, lançando um olhar, a princípio, no papel da mulher na sociedade e, num segundo momento, pautando a Bíblia como fonte de investigação.

A Mulher na sociedade

Nas últimas décadas, a mulher tem ocupado um lugar de destaque no cenário mundial, experimentando uma ascensão crescente em todas as áreas do mercado de trabalho, incluindo até mesmo o comando de nações. Segundo o Conselho das Mulheres Líderes Mundiais vários países são governados por mulheres, a exemplo, temos: Michelle Bachelet, presidente do Chile, 2006-2010; Helen Clark – primeira ministra da Nova Zelândia desde 1999; Tarja Halonen da Finlândia; Pratibha Patil, presidenta da Índia desde 2007; Cristina Kirchner, presidenta da Argentina desde o final de 2007 e dentre tantas outras citadas, temos também Dilma Rousseff, a nossa atual presidenta. São líderes que, ao longo dos anos têm demonstrado o quanto a mulher avançou na conquista dos seus direitos e ideais.

Mas, nem sempre foi assim! Os vários períodos históricos da humanidade mostram o papel da mulher como sendo “propriedade” em sociedades patriarcais. As escolas filosóficas platônica, aristotélica e pitagórica, disseminavam pensamentos que privilegiavam os homens.  Por exemplo, Aristóteles acreditava que a mulher, na sua anatomia, possuía um cérebro menor e por isso, era impedida de desenvolver sua capacidade racional e intelectual. Pitágoras, por sua vez, de acordo com Gorzoni, ensinava que “existe um princípio bom que gerou a ordem, a luz e o homem; há um princípio mau que gerou o caos, as trevas e a mulher”.  Na sociedade grega, afirma a antropologia, que o papel da mulher se restringia ao cuidado da casa e dos filhos. Cultura essa, absorvida pela sociedade ocidental, dentro do sistema patriarcal em que a mulher era vista apenas como um objeto de prazer para o homem. O mesmo acontecia em Atenas, que segundo suas leis, as mulheres tinham de permanecer em silêncio nos ajuntamentos solenes, não podendo participar das assembleias e tão pouco eram consideradas cidadãs.

A Mulher na Bíblia

No modelo da sociedade judaica, que é o patriarcal, as mulheres viviam reprimidas, eram desvalorizadas e não lhes era permitido falar com um homem, em público.  Na tradição judaica, a educação do menino judeu era diferente daquela aplicada às meninas, ou seja, o menino frequentava a escola e sempre lhe era necessário aprender mais e mais. Contudo, a menina não lhe era permitido estudar, pois quanto menos aprendesse, melhor! A ela, competia aprender somente os afazeres domésticos “coisas de mulher”. Outro detalhe é que uma mulher não podia ser testemunha num tribunal; não podia pedir divórcio, enquanto o homem o fazia deliberadamente. Vivia, portanto, discriminada e isolada socialmente. Segundo Valdéz, os rabinos diziam: “É preferível queimar o Livro da Lei, antes que, mostrá-lo para uma mulher”. Outro mestre judeu, Rabí Eliezer, no século I d.C. comentava: “Quem ensina a Lei para sua filha, ensina-lhe obscenidades”. Também diziam os rabinos: “Todos os males que existem no mundo entram, durante o tempo que os homens perdem falando com as mulheres”. No templo, só era permitido que a mulher entrasse até certo ponto, pois havia um espaço reservado para elas; na sinagoga, havia uma barreira que separava as mulheres dos homens.

Mulheres que seguiam a Jesus

Jesus, porém, quebrou as tradições; quebrou as barreiras impostas às mulheres e passou a evidenciá-las, respeitá-las e valorizá-las.
Há um valioso depoimento histórico nos Evangelhos que menciona, ao menos em cinco oportunidades, um grupo de mulheres que seguiam a Jesus. De acordo com Lucas 8.1-3: ”Depois disso Jesus ia passando pelas cidades e povoados proclamando as boas novas do Reino de Deus. Os Doze estavam com ele, e também algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e doenças: Maria, chamada Madalena, de quem haviam saído sete demônios;Joana, mulher de Cuza, administrador da casa de Herodes; Susana e muitas outras. Essas mulheres ajudavam a sustentá-los com os seus bens”. 

Nesta passagem, observamos a conjunção “e” denotando que Lucas coloca os doze discípulos num mesmo nível das mulheres que seguiam a Jesus, visto que elas também escutavam os ensinamentos em particular de Jesus, como podemos constatar em Lucas 24.5-8: “Por que vocês estão procurando entre os mortos aquele que vive? Ele não está aqui! Ressuscitou! Lembrem-se do que ele lhes disse, quando ainda estava com vocês na Galiléia: ‘É necessário que o Filho do homem seja entregue nas mãos de homens pecadores, seja crucificado e ressuscite no terceiro dia. Então se lembraram das suas palavras”. 
Chamo a atenção aqui, para a repetição da palavra “lembrar”, duas vezes mencionadas no texto. De acordo com o evangelista Lucas, as mulheres haviam escutado os ensinamentos trazidos por Jesus, em particular, aos seus discípulos na Galiléia (Lucas 9.18-27), falando acerca do que lhe sucederia nos últimos dias. Ora, se o anjo que lhes aparecera no sepulcro lhes mandara “lembrar” do que Jesus lhes ensinara, dá-nos a entender, obviamente, que elas participavam dos ensinamentos particulares que Jesus dava aos seus discípulos. Ensinamentos estes, que nos evangelhos, demonstram ter sido transmitido apenas para os homens. Vale ainda ressaltar, que Jesus exercia o seu ministério com atitudes inovadoras e audaciosas, por exemplo, a de ter admitido que mulheres viajassem com seu grupo, partilhando de seus ensinamentos, demonstrando assim, que Jesus não fazia acepção entre "homem e mulher"
Outra menção feita pelo evangelista é de Joana, mulher de Cuza. Mulher de boa posição econômica, esposa de um dos homens, considerado dentre os mais importantes funcionários de Herodes Antipas - aquele que mandara degolar João Batista. Joana era seguidora de Jesus e fazia parte do grupo de mulheres que ajudavam economicamente o ministério do Mestre até o final de sua missão (Luc. 24.10).
Mateus e Marcos citam as mulheres que o acompanhavam quando relatam a morte de Jesus: “Ali havia muitas mulheres, olhando de longe, aquelas que seguiram Jesus desde a Galileia para servi-lo. Entre elas estavam Maria Madalena, Maria a mãe de Tiago e de José, e a mãe dos filhos de Zebedeu” (Mt 27, 55-56). A                                                                            mãe dos filhos de Zebedeu é nominada em Marcos, por Salomé. Ambos afirmavam que elas o seguiam e o serviam.

A mulher submissa

Tendo Jesus, um olhar diferenciado da sociedade da época, acerca do lugar da mulher no Reino de Deus, aprendemos com Ele, que muitos confundem a submissão ensinada pelo apóstolo Paulo com “repressão e machismo”, que é o que ainda persiste nos dias de hoje desde o Antigo Testamento. Com isso, quero pensar um pouco sobre a submissão da mulher, tantas vezes, citada em nossos púlpitos, e muitas delas, fora do seu sentido original. Em Colossenses 3:18  diz: "Vós, mulheres, sede submissas aos vossos próprios maridos, como convém no Senhor". Contextualizando esta passagem bíblica, o apóstolo Paulo, nas suas exortações práticas, faz um apelo à Igreja em Colossos por uma vida alicerçada em Cristo. Dentre alguns direcionamentos, ele se refere nos versos 18 até o capítulo 4.1, ao relacionamento doméstico. Paulo falava aos irmãos acerca das nossas atitudes cristãs dentro da família: a de esposo; a de esposa; a de pai e filho e, a de senhor e de servo.
Naquela época, em algumas igrejas, havia uma tendência das mulheres negligenciarem os seus deveres domésticos e procurar viver de uma forma mais emancipada, você pode conferir isto lendo as epístolas pastorais de 1 e 2 Timóteo e Tito. Outro fator a se pensar, é que nos dias de Paulo, num conceito geral, atribuía-se todos os direitos ao homem. Voltemos então, a pensar em Col. 3.18: "mulheres, sedes submissas aos vossos maridos". A palavra "SUBMISSA" trás por sinônimos: obediente, dócil, flexível e dependente. E, precisa ser bem entendida quanto ao seu significado, vejamos:
1. Segundo o dicionário da Língua Portuguesa, submissão é: “Ato ou efeito de submeter; obediência voluntária; sujeição; humildade, modéstia, passividade”;
2. De acordo com o significado etimológico da palavra: sub = debaixo de / missão = alvo, meta, objetivo. Assim, podemos entender que, “sub/missão”, trás o sentido de "estar debaixo da mesma missão".

Dentro de um contexto bíblico, ser SUBMISSA implica dizer que "a mulher deve estar debaixo da mesma missão que o seu marido", ou seja, a missão do marido é construir sua casa e sua família e, a mulher cristã, deve estar debaixo deste mesmo alvo, desse mesmo objetivo, no relacionamento entre ambos, na criação dos filhos; na administração do lar e no serviço ao Senhor. Por isso é de grande importância saber localizar o contexto em que as passagens bíblicas nos orientam a uma vida cristã.                                             

A mulher na Igreja

Desde muitos anos, a mulher tem sido mal interpretada quanto o seu lugar na Igreja, isto é, baseando-se em 1 Timóteo 2.13 que afirma: “Primeiro foi formado o homem, depois a mulher”, muitos interpretam que a mulher não pode exercer uma posição de liderança na Igreja. Porém, em 1 Coríntios 11.5, Paulo deixa claro que, em Corinto, as mulheres oravam e profetizavam no culto. Outros, se apoiam em 1 Timóteo 2. 11-14 que diz: “A mulher deve aprender em silêncio, com toda a sujeição. Não permito que a mulher ensine, nem que tenha autoridade sobre o homem. Esteja, porém, em silêncio. Porque primeiro foi formado Adão, e depois Eva. E Adão não foi enganado, mas sim a mulher, que, tendo sido enganada, tornou-se transgressora".  
Esse conceito de “autoridade” baseia-se em Gênesis 2.21-24. Entretanto, se nos voltarmos a uma análise dos capítulos 1 e 2 de Gênesis descobriremos que, na verdade, não havia uma ordem hierárquica entre o homem e a mulher, e sim, que os dois foram feitos à imagem e semelhança de Deus e que, sem distinção, foram instituídos por Deus a desfrutar da criação, como está escrito: “Não é bom que o homem esteja só, farei para ele alguém que lhe seja equivalente” (Gênesis 2.18 - NVI). O que trouxe uma hierarquia entre ambos foi, na verdade, a entrada do pecado no mundo.  De acordo com RODRIGUES, S. G (2006) “A queda realmente teve consequências catastróficas para a relação entre Deus e os seres humanos, e entre eles próprios. A posição de governante e súdito surgiu após a queda, mas não podemos esquecer a redenção em Cristo Jesus, que renova todas as cosias (2 Coríntios 5.17)”. Usa-se o argumento da escolha de Deus, de que o primogênito, teria autoridade sobre seus irmãos, e Adão, seria então, como um primogênito sobre a mulher, porém esta prerrogativa não encontra respaldo, mesmo porque, Deus escolheu Jacó, e não Esaú; José do Egito, e não seu irmão mais velho. Paulo declara que, em Cristo, a ordem da criação de que a mulher é proveniente do homem é equilibrada pelas mulheres dando à luz homens (I Coríntios 11.11,12).
Ao longo dos milhares de anos que já se passaram, a humanidade segue o pensamento de que a mulher deve permanecer no seu “lugar subalterno” e, que tudo quanto Deus fez em Cristo, deve permanecer moldado na ideia da mulher “submissa”, no sentido subalternizado da palavra.
O que nos resta mais a dizer? Se Jesus, o Mestre dos mestres, resgatou a mulher da sua condição subalterna e do seu isolamento na sociedade vigente da época e lhe conferiu o direito de pregar a Palavra (quer liderança maior do que esta?), conforme relatado em Atos 2.17,18: “Nos últimos dias, diz Deus, derramarei do meu Espírito sobre todos os povos. Os seus filhos e as suas filhas profetizarão, os jovens terão visões, os velhos terão sonhos. Sobre os meus servos e as minhas servas derramarei do meu Espírito naqueles dias, e eles profetizarão”. Profetizar, traz o sentido nesse texto de apregoar, pregar a Palavra.
Encerro minha análise com as palavras do apóstolo Paulo: “Foi para a liberdade que Cristo nos libertou. Portanto, permaneçam firmes e não se deixem submeter novamente a um jugo de escravidão” (Gálatas 5,1). Submeter a mulher a um jugo que Cristo já quebrou é, no mínimo, não entender, absolutamente nada, do que Ele nos ensinou!

Que a mulher consiga ocupar o seu lugar dentro da Igreja e da sociedade, para servir a Deus conforme foi chamada, vencendo todos os preconceitos que muitos transformam em ideias pré-concebidas de coisas que, verdadeiramente, não foram ensinadas pelo nosso libertador: JESUS!
À todas as mulheres, líderes ou não, dentro das igrejas; a todas que lutam por servir a Deus, venho motivar que olhem somente para Jesus, o autor e consumador da nossa fé, sendo submissas, isto é, se colocando debaixo da mesma missão que o seu esposo para edificar a sua casa e por fim, a Casa do Senhor!                                                


        Rose Prado
         Deus é Fiel!


dezembro 19, 2011

Plantados "FORA DO LUGAR"



             Estive refletindo sobre uma parábola ensinada por Jesus:

“E dizia esta parábola: Um certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha, e foi procurar nela fruto, não o achando; E disse ao vinhateiro: Eis que há três anos venho procurar fruto nesta figueira, e não o acho. Corta-a; por que ocupa ainda a terra inutilmente? E, respondendo ele, disse-lhe: Senhor, deixa-a este ano, até que eu a escave e a esterque; E, se der fruto, ficará e, se não, depois a mandarás cortar” (Lucas 13. 6-9)

         É interessante observar que aquele “certo homem”, assim referido por Jesus, tinha uma FIGUEIRA plantada numa VINHA. Mas, por que a FIGUEIRA estava em meio a uma plantação de uvas? Ora, aquele não era ou não deveria ser o seu lugar! Ao certo, a FIGUEIRA deveria estar plantada junto às demais figueiras!
         De um modo intrigante, refleti e busquei averiguar argumentos que justificassem a FIGUEIRA estar plantada numa VINHA! Confesso que não achei explicações. Mas, como tudo o que se refere à Jesus não requer explicações (razão) e sim fé, me tranquilizei! Porém, a pergunta permanecia gritante:
         - Por que a FIGUEIRA estava em meio a uma plantação de uvas?
         A resposta, de repente, me pareceu muito óbvia: é claro  que Jesus queria nos ensinar uma verdade espiritual com esta analogia! Mas, que tipo de lição podemos tirar desta parábola? Reflita comigo alguns pontos importantes na ilustração de Jesus:


I – AS VEZES DEUS NOS PÕE NUM LUGAR QUE NÃO É O NOSSO!

          Como na parábola, as vezes Deus nos coloca num lugar que não é o nosso lugar de origem, ou seja, por alguma razão o Senhor precisa que estejamos num lugar onde Ele possa realizar algo estabelecido pelo Seus planos e propósitos. Faz-me lembrar de José no Egito! Aquele não era o seu lugar. Ali não estava o seu povo. Aqueles costumes não eram os que ele havia recebido de seus pais em sua terra original, menos ainda do seu Deus. Porém, Deus havia permitido o seu sofrimento e todas as experiências vividas no Egito com o propósito de salvar toda a nação de Israel da fome e da morte. No encontro com seus irmãos, registrado em Gênesis, José deixa claro o controle de Deus sobre sua vida, sobre a nação de Israel e sobre todas as circunstâncias que viveu:

“E disse José a seus irmãos: Peço-vos, chegai-vos a mim. E chegaram-se; então disse ele: Eu sou José vosso irmão, a quem vendestes para o Egito. Agora, pois, não vos entristeçais, nem vos pese aos vossos olhos por me haverdes vendido para cá; porque para conservação da vida, Deus me enviou adiante de vós. Porque já houve dois anos de fome no meio da terra, e ainda restam cinco anos em que não haverá lavoura nem sega. Pelo que Deus me enviou adiante de vós, para conservar vossa sucessão na terra, e para guardar-vos em vida por um grande livramento. Assim não fostes vós que me enviastes para cá, senão Deus, que me tem posto por pai de Faraó, e por senhor de toda a sua casa, e como regente em toda a terra do Egito. Apressai-vos, e subi a meu pai, e dizei-lhe: Assim tem dito o teu filho José: Deus me tem posto por senhor em toda a terra do Egito; desce a mim, e não te demores; E habitarás na terra de Gósen, e estarás perto de mim, tu e os teus filhos, e os filhos dos teus filhos, e as tuas ovelhas, e as tuas vacas, e tudo o que tens. E ali te sustentarei, porque ainda haverá cinco anos de fome, para que não pereças de pobreza, tu e tua casa, e tudo o que tens”. (Gênesis 45:4-11 - grifos meus)

         Observe que longe de sua pátria, tendo passado por humilhações e sofrimentos, José entende que ele era como uma FIGUEIRA plantada na vinha com o único propósito de executar os planos e os propósitos de Deus. 
          A segunda lição que aprendemos na parábola de Jesus é:


II – DEVEMOS PRODUZIR RESULTADOS MESMO FORA DO NOSSO LUGAR


         Voltando novamente o nosso olhar para a parábola de Lucas 13, aprendemos que embora a FIGUEIRA estivesse plantada na VINHA, aquele “certo homem”, por três anos, vinha procurar frutos nela, mas não achava. Talvez, pudéssemos defendê-la dizendo: - Também pudera, plantaram-na num lugar que não era o seu!
         Mas, pense comigo: se as terra pertenciam àquele “certo homem”, então ele tinha autonomia para plantar o que quisesse e onde desejasse! Trazendo isto para o âmbito espiritual, a Bíblia diz que:

“Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos, porque toda a terra é minha”.
(Êxodo 19.5 - grifos meus)

                Se toda a terra é do Senhor e se nós somos sua propriedade peculiar, então, onde quer que Ele nos coloque estaremos sempre “no centro da vontade de Deus”.
         Contudo, como aquele “certo homem” da parábola, o Senhor também procura frutos em nós; Ele espera resultados na nossa vida, fruto da nossa salvação, do nosso chamado, do preparo que o Espírito Santo tem feito em nossas vidas ao longo dos anos. E eu pergunto: - o Senhor tem encontrado frutos em nós? Ainda olhando para a parábola, o “certo homem” indignado com a improdutividade da figueira, ordena que ela seja cortada, pois ocupava a terra inutilmente, isto é, além de não produzir, a figueira ainda estava sugando toda a energia, todo o alimento da terra que poderia, na verdade, alimentar as videiras, pois estas eram frutíferas.
         Por vezes amados, somos como esta figueira. Nos alimentamos de Deus, somos estercados pelo Seu poder, encharcados pelas suas bênçãos e passamos anos após anos, infrutíferos! Mas, a vontade de Deus é revelada em Cristo:

"Eu vos nomeei, para que vades e deis frutos e, os vossos frutos permaneçam" (João 15.16)

          Por fim, a terceira lição que tiramos para nossas vidas nessa parábola é que:


 III – DEUS NOS DÁ NOVA OPORTUNIDADE DE FRUTIFICAR
  
         O que consola, é saber que Deus por sua infinita misericórdia, permite que o doce Espírito Santo continue trabalhando em nós, dando-nos nova oportunidade de sermos produtivos para o seu Reino.

E, respondendo ele, disse-lhe: Senhor, deixa-a este ano, até que eu a escave e a esterque; E, se der fruto, ficará e, se não, depois a mandarás cortar” (Lucas 13. 8,9)

         O vinhateiro, que pediu mais um tempo para trabalhar com aquela figueira, me reporta, num sentido espiritual, a uma analogia do Espírito Santo que o próprio Jesus disse que seria enviado pelo Pai:

“Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito”. (João 14:26)

            Sim, Ele é o nosso amigo, enviado pelo Pai, quem nos capacita e fortalece mesmo quando estamos num lugar, que não é nosso! Como bem profetizou Joel:

“Forjai espadas das vossas enxadas, e lanças das vossas foices; diga o fraco: Eu sou forte”. 
(Joel 3:10)

         Não tenha dúvidas no seu coração! A sua força vem do Senhor. Você está no lugar que Ele te plantou e o que Ele espera de você é que você dê frutos! Mas calma, você não fará isso sozinho, o Espírito Santo habita em você. Ele te ajudará:

 “Do mesmo modo também o Espírito Santo nos ajuda na fraqueza; porque não abemos o que havemos de pedir como convém, mas o Espírito Santo intercede por nós com gemidos inexprimíveis”. 
(Romanos 8.26)

         Portanto, você que lê esta mensagem e se sente como uma Figueira FORA DO LUGAR, não desanime, forje os seus arados, fazendo deles espadas; transforme suas foices em lanças e diga: em Cristo eu sou forte, pois assim profetizou Joel, isto é, transforme as adversidades em armas de guerra. E, quanto as suas fraquezas o Espírito Santo, cuidará de cada uma delas intercedendo por você com gemidos inexprimíveis.
         Vá, siga em frente e dê muitos frutos para o Senhor, nosso Deus!

                                                             Rose Prado

dezembro 18, 2011


Dilma é criticada em evento gay por se aproximar de evangélicos

FOLHA.COM 16/12/2011 06h30


A presidente Dilma Rousseff foi criticada na abertura da 2ª Conferência Nacional de Políticas Públicas e Direitos Humanos LGBT por não se posicionar abertamente sobre a homofobia e por se aproximar de segmentos evangélicos.
"Nossa presidente esteve na ONU e não teve coragem de falar de homofobia (...) Enquanto acordo com evangélicos for feito nas cortinas do palácio, o sangue das travetis vai continuar correndo", disse a travesti Jovanna Baby, durante seu discurso, na presença dos ministros Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral) e Maria do Rosário (Direitos Humanos).
Pouco depois, quando Jovanna Baby citou o ex-presidente Lula, a plateia de cerca de 800 pessoas se levantou e começou a gritar "Lula! Lula! Lula!". Ao final do discurso da travesti, o público cantou "Ô, Dilma, que papelão, não se governa com religião", o que deixou constrangidos os dois ministros.
O então presidente Lula participou, em 2008, da 1ª conferência.
Ao tomar a palavra, Maria do Rosário afirmou que não é justo esquecer que o trabalho da Secretaria dos Direitos Humanos, responsável pela conferência e por outras iniciativas para o segmento, é respaldado pela presidente Dilma.
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À Folha, Gilberto Carvalho disse que "o governo age em conjunto. A publicidade [campanha de TV de combate ao preconceito contra gays, lançada ali] é financiada pelo governo".
O evento homenageou o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Carlos Ayres Britto, relator da ação que reconheceu a união homoafetiva em maio deste ano. O ministro arrancou aplausos da plateia cada vez que defendia a total igualdade entre homossexuais e heterossexuais.
"Procurei estudar a Constituição por todos os ângulos, por todos os aspectos, desde o seu preâmbulo até seu último artigo, para ver se era juridicamente acertado, irretocável, correto, reconhecer às pessoas homoafetivas os mesmos direitos --mas todos os direitos, todos, sem exceção-- das pessoas heteroafetivas (...) para felicidade minha, surpresa agradabilíssima, quanto mais eu desfilava pela passarela da Constituição com a minha alma totalmente aberta, eu só encontrava confirmação de que é um absurdo, é uma violência, é fundamentalismo dizer que a pessoa é mais ou menos digna pelo fato da sua orientação sexual. Não há como fazer distinção", disse ele.
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E depois dizem que nós é que somos "preconceituosos", "homofóbicos"" Eu, particularmente acredito, que os homossexuais são extremamente preconceituosos e a "fobia" que têm em relação aos evangélicos é extremamente acentuada. Talvez, isso se deva ao fato de que sempre que olham para os "crentes" vejam a Palavra de Deus estampada em nossas vidas. Pois, é a Palavra de Deus que afirma: "Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus" 1 Coríntios 6.10 e "E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro. E, como eles não se importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convêm". Romanos 1:27-28 . Por eles, devemos orar e continuar pregando, quer ouçam, quer deixem de ouvir, pois eu continuo acreditando que a Palavra de Deus, liberta, transforma e conduz o homem a ser uma nova criatura. Podem até mudar as leis humanas, mas nunca poderão mudar a Palavra de Deus, porque escrito está: "Passarão os céus e a terra, mas as minhas palavras nunca hão de passar" (lucas 21.33)
                                                                                             Rose Prado



outubro 25, 2011

Três classes de Adoradores na Igreja


“Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem” 
(João 4.23)

“TRÊS CLASSES DE ADORADORES DENTRO DA IGREJA”

I – O ADORADOR RITUALISTA

          No Antigo Testamento quando um Israelita queria adorar a Deus ele tinha, obrigatoriamente, que passar por um ritual, dentre eles o holocausto que era um sacrifício de consagração, de entrega, de adoração. E o ritual, consistia em:

1. SEPARAVA UM ANIMAL PERFEITO DESDE O NASCIMENTO:

         Havia um Deus santíssimo e um pecador cheio de culpas que ofendeu a esse Deus Santo. Ao invés de rejeitá-lo Deus  providenciou um meio para que o homem pudesse novamente se aproximar Dele, proveu, então, um substituto que deveria morrer em troca da culpa do ofertante. Porém, o Senhor requeria algumas características desse substituto:

a) teria que ser inocente - o animal não tinha consciencia do pecado;
b) teria que ser fisicamente perfeito – representando os ideais da perfeição moral e fisica do ofertante.

2. TRAZIA O ANIMAL PESSOALMENTE À TENDA DA CONGREGAÇÃO:

         O ofertante trazia o substituto como se fosse ele próprio. Este ato demonstrava o reconhecimento do seu próprio pecado (perante Deus e os homens). Quando as pessoas o viam, puxando seu animal em direção à Tenda da Congregação, talvez até dissessem uns aos outros: “- lá vai um adorador oferecer a Deus o seu sacrifício”.
         Hoje, quando desejamos adorar a Deus, ninguém pode fazer isso por nós, pois trata-se de uma consagração, de uma busca e de uma entrega individual e pessoal ao Senhor. O fato de nossos pais ou parentes frequentarem os cultos, não significa que somos adoradores, até mesmo porque a “adoração” ou a “salvação” não é hereditária; não passa de pai para filho como herança religiosa, mas, tem que haver um decisão pessoal de adorar, de desejar ardentemente uma vida de profunda comunhão com Deus e sua Palavra. Deus não tem netos; mas, filhos!

  3. IMPUNHA AS MÃOS COM FORÇA, SOBRE O ANIMAL:

         Neste ato, o ofertante fazia a transferência (simbólica) de tudo que o desejava oferecer ao Senhor: seu coração, sua mente, seus desejosm seu arrependimento etc. Neste simbolismo, o homem desaparecia, para em seu lugar aparecer o substituto.  Jesus cumpriu essa substituição quando disse em João 12.32: “E eu, quando for levantado da terra, todos atrairei à mim”. Ele foi o substituto real e amoroso, que nos conduz à vida eterna. 
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          
4. O ANIMAL MORRIA NO LUGAR DO OFERTANTE:

         Após a morte do animal, retirava-lhe o intestino, lavava, para que nada impuro fosse oferecido ao Senhor. A função do sacerdote consistia em receber do pecador o seu substituto e colocá-lo no fogo para ser queimado, dessa forma o cheiro subia, simbolicamente, ao Senhor que aceitaria a oferta como sendo o próprio ofertante. Vale lembrar que nos sacrifícios do Antigo Testamento, o derramamento de sangue dos animais apenas “encobria” os pecados do ofertante. É, por isso que João Batista quando viu Jesus se aproximando, disse: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (João 1.29). O sacrifício de Jesus foi único, pois somente o sangue de Jesus tem o poder de “tirar” o pecado de todo aquele que O recebe como Senhor e Salvador. Ele morreu em nosso lugar!

5. O SANGUE ERA DERRAMADO À PORTA DA TENDA DA CONGREGAÇÃO:

            O sangue do animal, era derramado junto ou em volta do altar, porque simbolizava a vida. Se fosse um sacrifício pela expiação do pecado, o sangue seria aspergido nas pontas do altar sete vezes. Todos os sacrificios do A.T. apontavam para o futuro, para o sacrificio de Jesus. Toda a vida de Jesus foi um sacrificio de renúncia, de santidade, de entrega, mas a cruz foi o climax desse sacrifício de amor. Porque Ele foi oferecido: inocente, sem pecado, perfeito, totalmente entregue por nós.

         No que se refere aos sacrifícios do Antigo Testamento, se o ofertante não cumprisse todo o ritual, não era um adorador. Mas Quando Jesus Cristo se deu por nós, acabaram-se os rituais, como está escrito:

Hb.9 26,27 “Porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores, e feito mais sublime que os céus; 27 que não necessita, como os sumos sacerdotes, de oferecer cada dia sacrifício, ... porque isto fez ele, uma vez por todas, quando se ofereceu a si mesmo.”.

         Contudo, ainda nos dias de hoje, tem crentes vivendo de rituais (tradição):

- Se o culto não for igual há dez ou vinte anos atrás, não serve!
- Se o pastor não seguir a liturgia, vai procurar outra igreja!

         Longe está de ser um adorador! É um ritualista! Vive de regras, de costumes, de tradição hereditária. Cumpre a risca sua liturgia religiosa e torna-se um crítico de todos os demais que buscam servir a Deus com um coração adorador.


                          II – O ADORADOR DE APARÊNCIA


         O adorador de aparência, parece que é um adorador mas não o é. Vem a Igreja, senta-se, participa, canta, chora, mas não é um adorador.
         Quando o povo israelita voltou do exílio de Babilônia no fervor de reconstruir a cidade e o Templo, de se consertar com Deus, com o passar dos anos sua dedicação e temor ao Senhor foi diminuindo. Me faz lembrar de muitos que vêm para Jesus e no começo buscam a santidade, adoram de coração, mas depois vão perdendo a dedicação e suas vidas se tornam apenas uma aparencia! O profeta Malaquias proferiu o sentimento de Deus sobre “a vida de aparência religiosa”:

Malaquias 1. 6-9 e 12-14 “O filho honra o pai, e o servo ao seu amo; se eu, pois, sou pai, onde está a minha honra? e se eu sou amo, onde está o temor de mim? diz o Senhor dos exércitos a vós, ó sacerdotes, que desprezais o meu nome. E vós dizeis: Em que temos nós desprezado o teu nome? Ofereceis sobre o meu altar pão profano, e dizeis: Em que te havemos profanado? Nisto que pensais, que a mesa do Senhor é desprezível. Pois quando ofereceis em sacrifício um animal cego, isso não é mau? E quando ofereceis o coxo ou o doente, isso não é mau? Ora apresenta-o ao teu governador; terá ele agrado em ti? ou aceitará ele a tua pessoa? diz o Senhor dos exércitos. Agora, pois, suplicai o favor de Deus, para que se compadeça de nós. Com tal oferta da vossa mão, aceitará ele a vossa pessoa? diz o Senhor dos exércitos.”. Mas vós o profanais, quando dizeis: A mesa do Senhor é profana, e o seu produto, isto é, a sua comida, é desprezível. Dizeis também: Eis aqui, que canseira! e o lançastes ao desprezo, diz o Senhor dos exércitos; e tendes trazido o que foi roubado, e o coxo e o doente; assim trazeis a oferta. Aceitaria eu isso de vossa mão? diz o Senhor. Mas seja maldito o enganador que, tendo animal macho no seu rebanho, o vota, e sacrifica ao Senhor o que tem mácula; porque eu sou grande Rei, diz o Senhor dos exércitos, e o meu nome é temível entre as nações.

         Eram culpados de dar à Deus as sobras, no lugar das primícias; eles não mais criavam o animal para ofertar, porém, o roubavam ou traziam coxo, doente, cego. E, Deus só recebia animais puros, perfeitos, saudáveis. O povo, embora desejassem ser “adoradores de Deus”, na verdade, só tinham aparência de crentes, mas não eram crentes!
  
JESUS IDENTIFICOU OS ADORADORES DE APARÊNCIA QUANDO ENTROU NO TEMPLO:

Mt 21.12,13 “Então Jesus entrou no templo, expulsou todos os que ali vendiam e compravam, e derribou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas; e disse-lhes: Está escrito: A minha casa será chamada casa de oração; vós, porém, a fazeis covil de salteadores".

            Naquele tempo, o culto à Deus, havia se tornado apenas uma desculpa para o comercio no Templo. Deus não queria e nem aceitava o animal comprado, pois este, deveria ser criado pelo ofertante! O coração daqueles homens não estavam voltados para Deus, mas eram apenas ritualistas e viviam de uma “aparência religiosa”. É muito comum essa realidade se repetir em nossos dias, pois ainda hoje existem muitas pessoas que querem vender ou comprar a cura, a comunhão, o milagre etc.

         O que Deus pensa sobre tais pessoas?

Mal. 1.10b “Eu não tenho prazer em vós, diz o Senhor dos exércitos, nem aceitarei oferta da vossa mão”.

Isaias 29.13 “Por isso o Senhor disse: Pois que este povo se aproxima de mim, e com a sua boca e com os seus lábios me honra, mas tem afastado para longe de mim o seu coração, e o seu temor para comigo consiste em mandamentos de homens, em que foi ensinado”.


III – O VERDADEIRO ADORADOR


         Se no Antigo Testamento, havia todo um ritual, rico em simbolismos e ancorado em calendários, para se achegar a Deus, na adoração do Novo Testamento não há nada disso. Jesus disse:

João 4.23 “Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem”.

         Entendemos, portanto, que:

O VERDADEIRO ADORADOR ADORA A DEUS EM  ESPÍRITO:
  
         Para compreendermos como é “adorar em espírito”, precisamos primeiro aprender a diferença entre “louvor” e “adoração”.
         O “Louvor” podemos dizer que se dá no plano horizontal, ou seja, é quando o adorador proclama o que Deus fez, faz e fará, compartilhando de um para com o outro, são elogios que fazemos aos homens, isto é, quando comunicamos os feitos de Deus à todas as pessoas que nos cercam.  O nível em que ocorre é na alma, através da nossa mente, nossos sentimentos e emoções!

Hb. 13.15 “Por ele, pois, ofereçamos sempre a Deus sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que confessam o seu nome”.

         Já a “adoração”, podemos pensá-la, numa esfera vertical, isto é, quando o adorador proclama quem Deus é e o que faz reportando-se ao próprio Deus. Esse nível de adoração é individual, é pessoal e o plano em que ocorre é no espírito humano! E, para que isso ocorra é necessário, antes de qualquer coisa, a conversão, ou seja, a transformação de vida que ocorre quando recebemos a Jesus Cristo como nosso Salvador e só à Ele recorremos tanto para o nosso socorro, como quando nos prostramos e rendemos adoração.

         Sem transformação, não há adoração!

Mt. 15.7-9 “bem profetizou Isaias a vosso respeito, dizendo: Este povo honra-me com os lábios; o seu coração, porém, está longe de mim. Mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homem”.

         Em outras palavras, para não adorarmos “em vão” tem que haver mudança de rumo, como está escrito:

1 Pe.2.9 “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as grandezas daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”.

 O VERDADEIRO ADORADOR ADORA A DEUS EM  VERDADE:

         VERDADE é uma das característica de Deus que no grego é “Aletheia”. Em Jo.1.14 Jesus disse: “Eu sou a verdade”. Desta forma, Deus procura adoradores que adorem em verdade, que nada tem a ver com a aparência!
Nada tem a ver com rituais, com tradições, com sacrifícios, com piedade, com esmolas, com idolatrias etc. Diante disto, lanço a pergunta:

QUE TIPO DE ADORADOR É VOCÊ?
  1. Um adorador ritualista?
  2. Um adorador de aparência?
  3. Um verdadeiro adorador?                                    
          O significado da cruz foi um sacrifício eterno que Cristo fez, para que louvemos e adoremos o seu nome. Ele deseja que compreendamos que não são os nossos sacrifícios que nos levam a Deus, mas o sacrifício que Ele fez por nós, para que sejamos “verdadeiros adoradores”.


                                                            Rose Prado