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terça-feira, 25 de outubro de 2011

Três classes de Adoradores na Igreja


“Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem” 
(João 4.23)

“TRÊS CLASSES DE ADORADORES DENTRO DA IGREJA”

I – O ADORADOR RITUALISTA

          No Antigo Testamento quando um Israelita queria adorar a Deus ele tinha, obrigatoriamente, que passar por um ritual, dentre eles o holocausto que era um sacrifício de consagração, de entrega, de adoração. E o ritual, consistia em:

1. SEPARAVA UM ANIMAL PERFEITO DESDE O NASCIMENTO:

         Havia um Deus santíssimo e um pecador cheio de culpas que ofendeu a esse Deus Santo. Ao invés de rejeitá-lo Deus  providenciou um meio para que o homem pudesse novamente se aproximar Dele, proveu, então, um substituto que deveria morrer em troca da culpa do ofertante. Porém, o Senhor requeria algumas características desse substituto:

a) teria que ser inocente - o animal não tinha consciencia do pecado;
b) teria que ser fisicamente perfeito – representando os ideais da perfeição moral e fisica do ofertante.

2. TRAZIA O ANIMAL PESSOALMENTE À TENDA DA CONGREGAÇÃO:

         O ofertante trazia o substituto como se fosse ele próprio. Este ato demonstrava o reconhecimento do seu próprio pecado (perante Deus e os homens). Quando as pessoas o viam, puxando seu animal em direção à Tenda da Congregação, talvez até dissessem uns aos outros: “- lá vai um adorador oferecer a Deus o seu sacrifício”.
         Hoje, quando desejamos adorar a Deus, ninguém pode fazer isso por nós, pois trata-se de uma consagração, de uma busca e de uma entrega individual e pessoal ao Senhor. O fato de nossos pais ou parentes frequentarem os cultos, não significa que somos adoradores, até mesmo porque a “adoração” ou a “salvação” não é hereditária; não passa de pai para filho como herança religiosa, mas, tem que haver um decisão pessoal de adorar, de desejar ardentemente uma vida de profunda comunhão com Deus e sua Palavra. Deus não tem netos; mas, filhos!

  3. IMPUNHA AS MÃOS COM FORÇA, SOBRE O ANIMAL:

         Neste ato, o ofertante fazia a transferência (simbólica) de tudo que o desejava oferecer ao Senhor: seu coração, sua mente, seus desejosm seu arrependimento etc. Neste simbolismo, o homem desaparecia, para em seu lugar aparecer o substituto.  Jesus cumpriu essa substituição quando disse em João 12.32: “E eu, quando for levantado da terra, todos atrairei à mim”. Ele foi o substituto real e amoroso, que nos conduz à vida eterna. 
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          
4. O ANIMAL MORRIA NO LUGAR DO OFERTANTE:

         Após a morte do animal, retirava-lhe o intestino, lavava, para que nada impuro fosse oferecido ao Senhor. A função do sacerdote consistia em receber do pecador o seu substituto e colocá-lo no fogo para ser queimado, dessa forma o cheiro subia, simbolicamente, ao Senhor que aceitaria a oferta como sendo o próprio ofertante. Vale lembrar que nos sacrifícios do Antigo Testamento, o derramamento de sangue dos animais apenas “encobria” os pecados do ofertante. É, por isso que João Batista quando viu Jesus se aproximando, disse: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (João 1.29). O sacrifício de Jesus foi único, pois somente o sangue de Jesus tem o poder de “tirar” o pecado de todo aquele que O recebe como Senhor e Salvador. Ele morreu em nosso lugar!

5. O SANGUE ERA DERRAMADO À PORTA DA TENDA DA CONGREGAÇÃO:

            O sangue do animal, era derramado junto ou em volta do altar, porque simbolizava a vida. Se fosse um sacrifício pela expiação do pecado, o sangue seria aspergido nas pontas do altar sete vezes. Todos os sacrificios do A.T. apontavam para o futuro, para o sacrificio de Jesus. Toda a vida de Jesus foi um sacrificio de renúncia, de santidade, de entrega, mas a cruz foi o climax desse sacrifício de amor. Porque Ele foi oferecido: inocente, sem pecado, perfeito, totalmente entregue por nós.

         No que se refere aos sacrifícios do Antigo Testamento, se o ofertante não cumprisse todo o ritual, não era um adorador. Mas Quando Jesus Cristo se deu por nós, acabaram-se os rituais, como está escrito:

Hb.9 26,27 “Porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores, e feito mais sublime que os céus; 27 que não necessita, como os sumos sacerdotes, de oferecer cada dia sacrifício, ... porque isto fez ele, uma vez por todas, quando se ofereceu a si mesmo.”.

         Contudo, ainda nos dias de hoje, tem crentes vivendo de rituais (tradição):

- Se o culto não for igual há dez ou vinte anos atrás, não serve!
- Se o pastor não seguir a liturgia, vai procurar outra igreja!

         Longe está de ser um adorador! É um ritualista! Vive de regras, de costumes, de tradição hereditária. Cumpre a risca sua liturgia religiosa e torna-se um crítico de todos os demais que buscam servir a Deus com um coração adorador.


                          II – O ADORADOR DE APARÊNCIA


         O adorador de aparência, parece que é um adorador mas não o é. Vem a Igreja, senta-se, participa, canta, chora, mas não é um adorador.
         Quando o povo israelita voltou do exílio de Babilônia no fervor de reconstruir a cidade e o Templo, de se consertar com Deus, com o passar dos anos sua dedicação e temor ao Senhor foi diminuindo. Me faz lembrar de muitos que vêm para Jesus e no começo buscam a santidade, adoram de coração, mas depois vão perdendo a dedicação e suas vidas se tornam apenas uma aparencia! O profeta Malaquias proferiu o sentimento de Deus sobre “a vida de aparência religiosa”:

Malaquias 1. 6-9 e 12-14 “O filho honra o pai, e o servo ao seu amo; se eu, pois, sou pai, onde está a minha honra? e se eu sou amo, onde está o temor de mim? diz o Senhor dos exércitos a vós, ó sacerdotes, que desprezais o meu nome. E vós dizeis: Em que temos nós desprezado o teu nome? Ofereceis sobre o meu altar pão profano, e dizeis: Em que te havemos profanado? Nisto que pensais, que a mesa do Senhor é desprezível. Pois quando ofereceis em sacrifício um animal cego, isso não é mau? E quando ofereceis o coxo ou o doente, isso não é mau? Ora apresenta-o ao teu governador; terá ele agrado em ti? ou aceitará ele a tua pessoa? diz o Senhor dos exércitos. Agora, pois, suplicai o favor de Deus, para que se compadeça de nós. Com tal oferta da vossa mão, aceitará ele a vossa pessoa? diz o Senhor dos exércitos.”. Mas vós o profanais, quando dizeis: A mesa do Senhor é profana, e o seu produto, isto é, a sua comida, é desprezível. Dizeis também: Eis aqui, que canseira! e o lançastes ao desprezo, diz o Senhor dos exércitos; e tendes trazido o que foi roubado, e o coxo e o doente; assim trazeis a oferta. Aceitaria eu isso de vossa mão? diz o Senhor. Mas seja maldito o enganador que, tendo animal macho no seu rebanho, o vota, e sacrifica ao Senhor o que tem mácula; porque eu sou grande Rei, diz o Senhor dos exércitos, e o meu nome é temível entre as nações.

         Eram culpados de dar à Deus as sobras, no lugar das primícias; eles não mais criavam o animal para ofertar, porém, o roubavam ou traziam coxo, doente, cego. E, Deus só recebia animais puros, perfeitos, saudáveis. O povo, embora desejassem ser “adoradores de Deus”, na verdade, só tinham aparência de crentes, mas não eram crentes!
  
JESUS IDENTIFICOU OS ADORADORES DE APARÊNCIA QUANDO ENTROU NO TEMPLO:

Mt 21.12,13 “Então Jesus entrou no templo, expulsou todos os que ali vendiam e compravam, e derribou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas; e disse-lhes: Está escrito: A minha casa será chamada casa de oração; vós, porém, a fazeis covil de salteadores".

            Naquele tempo, o culto à Deus, havia se tornado apenas uma desculpa para o comercio no Templo. Deus não queria e nem aceitava o animal comprado, pois este, deveria ser criado pelo ofertante! O coração daqueles homens não estavam voltados para Deus, mas eram apenas ritualistas e viviam de uma “aparência religiosa”. É muito comum essa realidade se repetir em nossos dias, pois ainda hoje existem muitas pessoas que querem vender ou comprar a cura, a comunhão, o milagre etc.

         O que Deus pensa sobre tais pessoas?

Mal. 1.10b “Eu não tenho prazer em vós, diz o Senhor dos exércitos, nem aceitarei oferta da vossa mão”.

Isaias 29.13 “Por isso o Senhor disse: Pois que este povo se aproxima de mim, e com a sua boca e com os seus lábios me honra, mas tem afastado para longe de mim o seu coração, e o seu temor para comigo consiste em mandamentos de homens, em que foi ensinado”.


III – O VERDADEIRO ADORADOR


         Se no Antigo Testamento, havia todo um ritual, rico em simbolismos e ancorado em calendários, para se achegar a Deus, na adoração do Novo Testamento não há nada disso. Jesus disse:

João 4.23 “Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem”.

         Entendemos, portanto, que:

O VERDADEIRO ADORADOR ADORA A DEUS EM  ESPÍRITO:
  
         Para compreendermos como é “adorar em espírito”, precisamos primeiro aprender a diferença entre “louvor” e “adoração”.
         O “Louvor” podemos dizer que se dá no plano horizontal, ou seja, é quando o adorador proclama o que Deus fez, faz e fará, compartilhando de um para com o outro, são elogios que fazemos aos homens, isto é, quando comunicamos os feitos de Deus à todas as pessoas que nos cercam.  O nível em que ocorre é na alma, através da nossa mente, nossos sentimentos e emoções!

Hb. 13.15 “Por ele, pois, ofereçamos sempre a Deus sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que confessam o seu nome”.

         Já a “adoração”, podemos pensá-la, numa esfera vertical, isto é, quando o adorador proclama quem Deus é e o que faz reportando-se ao próprio Deus. Esse nível de adoração é individual, é pessoal e o plano em que ocorre é no espírito humano! E, para que isso ocorra é necessário, antes de qualquer coisa, a conversão, ou seja, a transformação de vida que ocorre quando recebemos a Jesus Cristo como nosso Salvador e só à Ele recorremos tanto para o nosso socorro, como quando nos prostramos e rendemos adoração.

         Sem transformação, não há adoração!

Mt. 15.7-9 “bem profetizou Isaias a vosso respeito, dizendo: Este povo honra-me com os lábios; o seu coração, porém, está longe de mim. Mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homem”.

         Em outras palavras, para não adorarmos “em vão” tem que haver mudança de rumo, como está escrito:

1 Pe.2.9 “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as grandezas daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”.

 O VERDADEIRO ADORADOR ADORA A DEUS EM  VERDADE:

         VERDADE é uma das característica de Deus que no grego é “Aletheia”. Em Jo.1.14 Jesus disse: Eu sou a verdade. Desta forma, Deus procura adoradores que adorem em verdade, que nada tem a ver com a aparência!
Nada tem a ver com rituais, com tradições, com sacrifícios, com piedade, com esmolas, com idolatrias etc. Diante disto, lanço a pergunta:

QUE TIPO DE ADORADOR É VOCÊ?
  1. Um adorador ritualista?
  2. Um adorador de aparência?
  3. Um verdadeiro adorador?                                    
          O significado da cruz foi um sacrifício eterno que Cristo fez, para que louvemos e adoremos o seu nome. Ele deseja que compreendamos que não são os nossos sacrifícios que nos levam a Deus, mas o sacrifício que Ele fez por nós, para que sejamos “verdadeiros adoradores”.


                                                            Rose Prado