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sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

SEMEADORES DE INTRIGAS E INIMIZADES

A Bíblia registra em (2 Sm. 9) (2 Sm 16) (2 Sm. 19) (2 Sm. 21) que a história de Mefibosete passa a ser contada quando Davi após assumir o trono como rei de Israel se lembrou de seu pacto com Jônatas (1 Sam. 20.11-15), e perguntou se ainda havia restado alguém da casa de Saul a quem ele poderia mostrar lealdade a aliança feita anos atrás. Então, Ziba, um dos servos da casa de Saul, contou que Mefibosete vivia na casa de Maquir em Lo-Debar, ao que prontamente o rei mandou buscá-lo, concedendo-lhe as propriedades de Saul e estabelecendo que ele se sentasse diariamente à mesa do rei e ordenando que Ziba se tornasse o seu servo (2 Sm 9).

Nos capítulos 16:1-6; 19:24-30, encontramos a narrativa que descreve a intriga de Ziba quando ocorreu a traição de Absalão. Naquela ocasião, Davi fugiu de seu filho Absalão e, Ziba foi ao seu encontro levando-lhe as providências necessárias. Porém, Ziba usou daquele momento para acusar falsamente a Mefibosete de ambicionar o reino. Davi, movido por uma mentira acreditou em Ziba, e deu-lhe tudo o que pertencia a Mefibosete. E, quando Davi retornou a Jerusalém depois da morte de Absalão, Mefibosete foi ao seu encontro para se defender e provar sua inocência. Ao chegar à presença do rei, foi questionado por ele acerca do ocorrido, e então teve a oportunidade de relatar a traição de Ziba, contando que ele havia pedido ao servo (Ziba) para que selasse um jumento (visto que ele era aleijado de ambos os pés) afim de que pudesse viajar. Porém Ziba o largou para trás e idealizou um plano para acusá-lo de traição. Mefibosete também lhe contou que durante o período em que o rei fugia de Absalão, ele se lamentou por ele conforme era o costume da época, pois ficou sem lavar os pés, sem lavar as suas roupas e nem aparou sua barba numa nítida declaração de fidelidade ao rei Davi, mostrando que em nenhum momento ele condescendia com o plano de Absalão.

Quando Davi ouviu a versão da história trazida por Mefibosete, creu nele, mas mesmo assim lhe disse que os bens que ele havia herdado seriam divididos entre ele e seu servo Ziba. Contudo, Mefibosete escolheu ficar sem nada, ou seja, deixou que Ziba ficasse com todos os seus bens pois queria demonstrar ao rei que o realmente lhe importava era a segurança e o bem-estar de Davi (2 Sm 19:30). Assim termina a história de Mefibosete em 2 Sm 21.1-9 episódio onde Davi o poupou de ser morto juntamente com sete membros da família de Saul (incluindo o outro Mefibosete – que também aparece no texto) entregues aos gibeonitas.

A reflexão acima é para lembra-nos de que existe um grande perigo sobre ouvirmos apenas “um lado da história”. Infelizmente na Igreja encontramos pessoas que são semeadores de intrigas e inimizades. Pessoas que procuram implodir amizades de anos a fio; tentam corromper um elo de fidelidade construído ao longo de uma história; semeiam a desconfiança e por fim, destroem amizades que levamos toda uma vida cultivando. E, mais do que isso, há obreiros que por inveja deterioram a confiança do pastor por suas ovelhas ou vice-versa. Obreiros que destilam o veneno da contenta, do “diz-que-me-diz” e, sobretudo, da calúnia. E, assim como Mefibosete preferiu abrir mão dos bens recebidos como resultado de uma aliança, muitas vezes acabamos abrindo mão de muitas coisas para preservar a amizade.

Que seja este o nosso alvo: olhar além daquilo que as pessoas nos oferecem no sentido material e preservar o carinho, a confiança e a fidelidade construída ao longo dos anos entre amigos, entre irmãos, entre servos de Deus.
Que o Senhor nos dê o discernimento para ouvirmos sem deixar que os semeadores de intrigas e inimizades quebrem a aliança feita num tempo de paz.

                                                                                                       (Pastora Rose Prado)