Querido (a) visitante

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Deus seja exaltado em todas as coisas que fazemos!

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Plantados "FORA DO LUGAR"



             Estive refletindo sobre uma parábola ensinada por Jesus:

“E dizia esta parábola: Um certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha, e foi procurar nela fruto, não o achando; E disse ao vinhateiro: Eis que há três anos venho procurar fruto nesta figueira, e não o acho. Corta-a; por que ocupa ainda a terra inutilmente? E, respondendo ele, disse-lhe: Senhor, deixa-a este ano, até que eu a escave e a esterque; E, se der fruto, ficará e, se não, depois a mandarás cortar” (Lucas 13. 6-9)

         É interessante observar que aquele “certo homem”, assim referido por Jesus, tinha uma FIGUEIRA plantada numa VINHA. Mas, por que a FIGUEIRA estava em meio a uma plantação de uvas? Ora, aquele não era ou não deveria ser o seu lugar! Ao certo, a FIGUEIRA deveria estar plantada junto às demais figueiras!
         De um modo intrigante, refleti e busquei averiguar argumentos que justificassem a FIGUEIRA estar plantada numa VINHA! Confesso que não achei explicações. Mas, como tudo o que se refere à Jesus não requer explicações (razão) e sim fé, me tranquilizei! Porém, a pergunta permanecia gritante:
         - Por que a FIGUEIRA estava em meio a uma plantação de uvas?
         A resposta, de repente, me pareceu muito óbvia: é claro  que Jesus queria nos ensinar uma verdade espiritual com esta analogia! Mas, que tipo de lição podemos tirar desta parábola? Reflita comigo alguns pontos importantes na ilustração de Jesus:


I – AS VEZES DEUS NOS PÕE NUM LUGAR QUE NÃO É O NOSSO!

          Como na parábola, as vezes Deus nos coloca num lugar que não é o nosso lugar de origem, ou seja, por alguma razão o Senhor precisa que estejamos num lugar onde Ele possa realizar algo estabelecido pelo Seus planos e propósitos. Faz-me lembrar de José no Egito! Aquele não era o seu lugar. Ali não estava o seu povo. Aqueles costumes não eram os que ele havia recebido de seus pais em sua terra original, menos ainda do seu Deus. Porém, Deus havia permitido o seu sofrimento e todas as experiências vividas no Egito com o propósito de salvar toda a nação de Israel da fome e da morte. No encontro com seus irmãos, registrado em Gênesis, José deixa claro o controle de Deus sobre sua vida, sobre a nação de Israel e sobre todas as circunstâncias que viveu:

“E disse José a seus irmãos: Peço-vos, chegai-vos a mim. E chegaram-se; então disse ele: Eu sou José vosso irmão, a quem vendestes para o Egito. Agora, pois, não vos entristeçais, nem vos pese aos vossos olhos por me haverdes vendido para cá; porque para conservação da vida, Deus me enviou adiante de vós. Porque já houve dois anos de fome no meio da terra, e ainda restam cinco anos em que não haverá lavoura nem sega. Pelo que Deus me enviou adiante de vós, para conservar vossa sucessão na terra, e para guardar-vos em vida por um grande livramento. Assim não fostes vós que me enviastes para cá, senão Deus, que me tem posto por pai de Faraó, e por senhor de toda a sua casa, e como regente em toda a terra do Egito. Apressai-vos, e subi a meu pai, e dizei-lhe: Assim tem dito o teu filho José: Deus me tem posto por senhor em toda a terra do Egito; desce a mim, e não te demores; E habitarás na terra de Gósen, e estarás perto de mim, tu e os teus filhos, e os filhos dos teus filhos, e as tuas ovelhas, e as tuas vacas, e tudo o que tens. E ali te sustentarei, porque ainda haverá cinco anos de fome, para que não pereças de pobreza, tu e tua casa, e tudo o que tens”. (Gênesis 45:4-11 - grifos meus)

         Observe que longe de sua pátria, tendo passado por humilhações e sofrimentos, José entende que ele era como uma FIGUEIRA plantada na vinha com o único propósito de executar os planos e os propósitos de Deus. 
          A segunda lição que aprendemos na parábola de Jesus é:


II – DEVEMOS PRODUZIR RESULTADOS MESMO FORA DO NOSSO LUGAR


         Voltando novamente o nosso olhar para a parábola de Lucas 13, aprendemos que embora a FIGUEIRA estivesse plantada na VINHA, aquele “certo homem”, por três anos, vinha procurar frutos nela, mas não achava. Talvez, pudéssemos defendê-la dizendo: - Também pudera, plantaram-na num lugar que não era o seu!
         Mas, pense comigo: se as terra pertenciam àquele “certo homem”, então ele tinha autonomia para plantar o que quisesse e onde desejasse! Trazendo isto para o âmbito espiritual, a Bíblia diz que:

“Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos, porque toda a terra é minha”.
(Êxodo 19.5 - grifos meus)

                Se toda a terra é do Senhor e se nós somos sua propriedade peculiar, então, onde quer que Ele nos coloque estaremos sempre “no centro da vontade de Deus”.
         Contudo, como aquele “certo homem” da parábola, o Senhor também procura frutos em nós; Ele espera resultados na nossa vida, fruto da nossa salvação, do nosso chamado, do preparo que o Espírito Santo tem feito em nossas vidas ao longo dos anos. E eu pergunto: - o Senhor tem encontrado frutos em nós? Ainda olhando para a parábola, o “certo homem” indignado com a improdutividade da figueira, ordena que ela seja cortada, pois ocupava a terra inutilmente, isto é, além de não produzir, a figueira ainda estava sugando toda a energia, todo o alimento da terra que poderia, na verdade, alimentar as videiras, pois estas eram frutíferas.
         Por vezes amados, somos como esta figueira. Nos alimentamos de Deus, somos estercados pelo Seu poder, encharcados pelas suas bênçãos e passamos anos após anos, infrutíferos! Mas, a vontade de Deus é revelada em Cristo:

"Eu vos nomeei, para que vades e deis frutos e, os vossos frutos permaneçam" (João 15.16)

          Por fim, a terceira lição que tiramos para nossas vidas nessa parábola é que:


 III – DEUS NOS DÁ NOVA OPORTUNIDADE DE FRUTIFICAR
  
         O que consola, é saber que Deus por sua infinita misericórdia, permite que o doce Espírito Santo continue trabalhando em nós, dando-nos nova oportunidade de sermos produtivos para o seu Reino.

E, respondendo ele, disse-lhe: Senhor, deixa-a este ano, até que eu a escave e a esterque; E, se der fruto, ficará e, se não, depois a mandarás cortar” (Lucas 13. 8,9)

         O vinhateiro, que pediu mais um tempo para trabalhar com aquela figueira, me reporta, num sentido espiritual, a uma analogia do Espírito Santo que o próprio Jesus disse que seria enviado pelo Pai:

“Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito”. (João 14:26)

            Sim, Ele é o nosso amigo, enviado pelo Pai, quem nos capacita e fortalece mesmo quando estamos num lugar, que não é nosso! Como bem profetizou Joel:

“Forjai espadas das vossas enxadas, e lanças das vossas foices; diga o fraco: Eu sou forte”. 
(Joel 3:10)

         Não tenha dúvidas no seu coração! A sua força vem do Senhor. Você está no lugar que Ele te plantou e o que Ele espera de você é que você dê frutos! Mas calma, você não fará isso sozinho, o Espírito Santo habita em você. Ele te ajudará:

 “Do mesmo modo também o Espírito Santo nos ajuda na fraqueza; porque não abemos o que havemos de pedir como convém, mas o Espírito Santo intercede por nós com gemidos inexprimíveis”. 
(Romanos 8.26)

         Portanto, você que lê esta mensagem e se sente como uma Figueira FORA DO LUGAR, não desanime, forje os seus arados, fazendo deles espadas; transforme suas foices em lanças e diga: em Cristo eu sou forte, pois assim profetizou Joel, isto é, transforme as adversidades em armas de guerra. E, quanto as suas fraquezas o Espírito Santo, cuidará de cada uma delas intercedendo por você com gemidos inexprimíveis.
         Vá, siga em frente e dê muitos frutos para o Senhor, nosso Deus!

                                                             Rose Prado

domingo, 18 de dezembro de 2011


Dilma é criticada em evento gay por se aproximar de evangélicos

FOLHA.COM 16/12/2011 06h30


A presidente Dilma Rousseff foi criticada na abertura da 2ª Conferência Nacional de Políticas Públicas e Direitos Humanos LGBT por não se posicionar abertamente sobre a homofobia e por se aproximar de segmentos evangélicos.
"Nossa presidente esteve na ONU e não teve coragem de falar de homofobia (...) Enquanto acordo com evangélicos for feito nas cortinas do palácio, o sangue das travetis vai continuar correndo", disse a travesti Jovanna Baby, durante seu discurso, na presença dos ministros Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral) e Maria do Rosário (Direitos Humanos).
Pouco depois, quando Jovanna Baby citou o ex-presidente Lula, a plateia de cerca de 800 pessoas se levantou e começou a gritar "Lula! Lula! Lula!". Ao final do discurso da travesti, o público cantou "Ô, Dilma, que papelão, não se governa com religião", o que deixou constrangidos os dois ministros.
O então presidente Lula participou, em 2008, da 1ª conferência.
Ao tomar a palavra, Maria do Rosário afirmou que não é justo esquecer que o trabalho da Secretaria dos Direitos Humanos, responsável pela conferência e por outras iniciativas para o segmento, é respaldado pela presidente Dilma.
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À Folha, Gilberto Carvalho disse que "o governo age em conjunto. A publicidade [campanha de TV de combate ao preconceito contra gays, lançada ali] é financiada pelo governo".
O evento homenageou o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Carlos Ayres Britto, relator da ação que reconheceu a união homoafetiva em maio deste ano. O ministro arrancou aplausos da plateia cada vez que defendia a total igualdade entre homossexuais e heterossexuais.
"Procurei estudar a Constituição por todos os ângulos, por todos os aspectos, desde o seu preâmbulo até seu último artigo, para ver se era juridicamente acertado, irretocável, correto, reconhecer às pessoas homoafetivas os mesmos direitos --mas todos os direitos, todos, sem exceção-- das pessoas heteroafetivas (...) para felicidade minha, surpresa agradabilíssima, quanto mais eu desfilava pela passarela da Constituição com a minha alma totalmente aberta, eu só encontrava confirmação de que é um absurdo, é uma violência, é fundamentalismo dizer que a pessoa é mais ou menos digna pelo fato da sua orientação sexual. Não há como fazer distinção", disse ele.
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E depois dizem que nós é que somos "preconceituosos", "homofóbicos"" Eu, particularmente acredito, que os homossexuais são extremamente preconceituosos e a "fobia" que têm em relação aos evangélicos é extremamente acentuada. Talvez, isso se deva ao fato de que sempre que olham para os "crentes" vejam a Palavra de Deus estampada em nossas vidas. Pois, é a Palavra de Deus que afirma: "Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus" 1 Coríntios 6.10 e "E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro. E, como eles não se importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convêm". Romanos 1:27-28 . Por eles, devemos orar e continuar pregando, quer ouçam, quer deixem de ouvir, pois eu continuo acreditando que a Palavra de Deus, liberta, transforma e conduz o homem a ser uma nova criatura. Podem até mudar as leis humanas, mas nunca poderão mudar a Palavra de Deus, porque escrito está: "Passarão os céus e a terra, mas as minhas palavras nunca hão de passar" (lucas 21.33)
                                                                                             Rose Prado



terça-feira, 25 de outubro de 2011

Três classes de Adoradores na Igreja


“Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem” 
(João 4.23)

“TRÊS CLASSES DE ADORADORES DENTRO DA IGREJA”

I – O ADORADOR RITUALISTA

          No Antigo Testamento quando um Israelita queria adorar a Deus ele tinha, obrigatoriamente, que passar por um ritual, dentre eles o holocausto que era um sacrifício de consagração, de entrega, de adoração. E o ritual, consistia em:

1. SEPARAVA UM ANIMAL PERFEITO DESDE O NASCIMENTO:

         Havia um Deus santíssimo e um pecador cheio de culpas que ofendeu a esse Deus Santo. Ao invés de rejeitá-lo Deus  providenciou um meio para que o homem pudesse novamente se aproximar Dele, proveu, então, um substituto que deveria morrer em troca da culpa do ofertante. Porém, o Senhor requeria algumas características desse substituto:

a) teria que ser inocente - o animal não tinha consciencia do pecado;
b) teria que ser fisicamente perfeito – representando os ideais da perfeição moral e fisica do ofertante.

2. TRAZIA O ANIMAL PESSOALMENTE À TENDA DA CONGREGAÇÃO:

         O ofertante trazia o substituto como se fosse ele próprio. Este ato demonstrava o reconhecimento do seu próprio pecado (perante Deus e os homens). Quando as pessoas o viam, puxando seu animal em direção à Tenda da Congregação, talvez até dissessem uns aos outros: “- lá vai um adorador oferecer a Deus o seu sacrifício”.
         Hoje, quando desejamos adorar a Deus, ninguém pode fazer isso por nós, pois trata-se de uma consagração, de uma busca e de uma entrega individual e pessoal ao Senhor. O fato de nossos pais ou parentes frequentarem os cultos, não significa que somos adoradores, até mesmo porque a “adoração” ou a “salvação” não é hereditária; não passa de pai para filho como herança religiosa, mas, tem que haver um decisão pessoal de adorar, de desejar ardentemente uma vida de profunda comunhão com Deus e sua Palavra. Deus não tem netos; mas, filhos!

  3. IMPUNHA AS MÃOS COM FORÇA, SOBRE O ANIMAL:

         Neste ato, o ofertante fazia a transferência (simbólica) de tudo que o desejava oferecer ao Senhor: seu coração, sua mente, seus desejosm seu arrependimento etc. Neste simbolismo, o homem desaparecia, para em seu lugar aparecer o substituto.  Jesus cumpriu essa substituição quando disse em João 12.32: “E eu, quando for levantado da terra, todos atrairei à mim”. Ele foi o substituto real e amoroso, que nos conduz à vida eterna. 
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          
4. O ANIMAL MORRIA NO LUGAR DO OFERTANTE:

         Após a morte do animal, retirava-lhe o intestino, lavava, para que nada impuro fosse oferecido ao Senhor. A função do sacerdote consistia em receber do pecador o seu substituto e colocá-lo no fogo para ser queimado, dessa forma o cheiro subia, simbolicamente, ao Senhor que aceitaria a oferta como sendo o próprio ofertante. Vale lembrar que nos sacrifícios do Antigo Testamento, o derramamento de sangue dos animais apenas “encobria” os pecados do ofertante. É, por isso que João Batista quando viu Jesus se aproximando, disse: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (João 1.29). O sacrifício de Jesus foi único, pois somente o sangue de Jesus tem o poder de “tirar” o pecado de todo aquele que O recebe como Senhor e Salvador. Ele morreu em nosso lugar!

5. O SANGUE ERA DERRAMADO À PORTA DA TENDA DA CONGREGAÇÃO:

            O sangue do animal, era derramado junto ou em volta do altar, porque simbolizava a vida. Se fosse um sacrifício pela expiação do pecado, o sangue seria aspergido nas pontas do altar sete vezes. Todos os sacrificios do A.T. apontavam para o futuro, para o sacrificio de Jesus. Toda a vida de Jesus foi um sacrificio de renúncia, de santidade, de entrega, mas a cruz foi o climax desse sacrifício de amor. Porque Ele foi oferecido: inocente, sem pecado, perfeito, totalmente entregue por nós.

         No que se refere aos sacrifícios do Antigo Testamento, se o ofertante não cumprisse todo o ritual, não era um adorador. Mas Quando Jesus Cristo se deu por nós, acabaram-se os rituais, como está escrito:

Hb.9 26,27 “Porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores, e feito mais sublime que os céus; 27 que não necessita, como os sumos sacerdotes, de oferecer cada dia sacrifício, ... porque isto fez ele, uma vez por todas, quando se ofereceu a si mesmo.”.

         Contudo, ainda nos dias de hoje, tem crentes vivendo de rituais (tradição):

- Se o culto não for igual há dez ou vinte anos atrás, não serve!
- Se o pastor não seguir a liturgia, vai procurar outra igreja!

         Longe está de ser um adorador! É um ritualista! Vive de regras, de costumes, de tradição hereditária. Cumpre a risca sua liturgia religiosa e torna-se um crítico de todos os demais que buscam servir a Deus com um coração adorador.


                          II – O ADORADOR DE APARÊNCIA


         O adorador de aparência, parece que é um adorador mas não o é. Vem a Igreja, senta-se, participa, canta, chora, mas não é um adorador.
         Quando o povo israelita voltou do exílio de Babilônia no fervor de reconstruir a cidade e o Templo, de se consertar com Deus, com o passar dos anos sua dedicação e temor ao Senhor foi diminuindo. Me faz lembrar de muitos que vêm para Jesus e no começo buscam a santidade, adoram de coração, mas depois vão perdendo a dedicação e suas vidas se tornam apenas uma aparencia! O profeta Malaquias proferiu o sentimento de Deus sobre “a vida de aparência religiosa”:

Malaquias 1. 6-9 e 12-14 “O filho honra o pai, e o servo ao seu amo; se eu, pois, sou pai, onde está a minha honra? e se eu sou amo, onde está o temor de mim? diz o Senhor dos exércitos a vós, ó sacerdotes, que desprezais o meu nome. E vós dizeis: Em que temos nós desprezado o teu nome? Ofereceis sobre o meu altar pão profano, e dizeis: Em que te havemos profanado? Nisto que pensais, que a mesa do Senhor é desprezível. Pois quando ofereceis em sacrifício um animal cego, isso não é mau? E quando ofereceis o coxo ou o doente, isso não é mau? Ora apresenta-o ao teu governador; terá ele agrado em ti? ou aceitará ele a tua pessoa? diz o Senhor dos exércitos. Agora, pois, suplicai o favor de Deus, para que se compadeça de nós. Com tal oferta da vossa mão, aceitará ele a vossa pessoa? diz o Senhor dos exércitos.”. Mas vós o profanais, quando dizeis: A mesa do Senhor é profana, e o seu produto, isto é, a sua comida, é desprezível. Dizeis também: Eis aqui, que canseira! e o lançastes ao desprezo, diz o Senhor dos exércitos; e tendes trazido o que foi roubado, e o coxo e o doente; assim trazeis a oferta. Aceitaria eu isso de vossa mão? diz o Senhor. Mas seja maldito o enganador que, tendo animal macho no seu rebanho, o vota, e sacrifica ao Senhor o que tem mácula; porque eu sou grande Rei, diz o Senhor dos exércitos, e o meu nome é temível entre as nações.

         Eram culpados de dar à Deus as sobras, no lugar das primícias; eles não mais criavam o animal para ofertar, porém, o roubavam ou traziam coxo, doente, cego. E, Deus só recebia animais puros, perfeitos, saudáveis. O povo, embora desejassem ser “adoradores de Deus”, na verdade, só tinham aparência de crentes, mas não eram crentes!
  
JESUS IDENTIFICOU OS ADORADORES DE APARÊNCIA QUANDO ENTROU NO TEMPLO:

Mt 21.12,13 “Então Jesus entrou no templo, expulsou todos os que ali vendiam e compravam, e derribou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas; e disse-lhes: Está escrito: A minha casa será chamada casa de oração; vós, porém, a fazeis covil de salteadores".

            Naquele tempo, o culto à Deus, havia se tornado apenas uma desculpa para o comercio no Templo. Deus não queria e nem aceitava o animal comprado, pois este, deveria ser criado pelo ofertante! O coração daqueles homens não estavam voltados para Deus, mas eram apenas ritualistas e viviam de uma “aparência religiosa”. É muito comum essa realidade se repetir em nossos dias, pois ainda hoje existem muitas pessoas que querem vender ou comprar a cura, a comunhão, o milagre etc.

         O que Deus pensa sobre tais pessoas?

Mal. 1.10b “Eu não tenho prazer em vós, diz o Senhor dos exércitos, nem aceitarei oferta da vossa mão”.

Isaias 29.13 “Por isso o Senhor disse: Pois que este povo se aproxima de mim, e com a sua boca e com os seus lábios me honra, mas tem afastado para longe de mim o seu coração, e o seu temor para comigo consiste em mandamentos de homens, em que foi ensinado”.


III – O VERDADEIRO ADORADOR


         Se no Antigo Testamento, havia todo um ritual, rico em simbolismos e ancorado em calendários, para se achegar a Deus, na adoração do Novo Testamento não há nada disso. Jesus disse:

João 4.23 “Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem”.

         Entendemos, portanto, que:

O VERDADEIRO ADORADOR ADORA A DEUS EM  ESPÍRITO:
  
         Para compreendermos como é “adorar em espírito”, precisamos primeiro aprender a diferença entre “louvor” e “adoração”.
         O “Louvor” podemos dizer que se dá no plano horizontal, ou seja, é quando o adorador proclama o que Deus fez, faz e fará, compartilhando de um para com o outro, são elogios que fazemos aos homens, isto é, quando comunicamos os feitos de Deus à todas as pessoas que nos cercam.  O nível em que ocorre é na alma, através da nossa mente, nossos sentimentos e emoções!

Hb. 13.15 “Por ele, pois, ofereçamos sempre a Deus sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que confessam o seu nome”.

         Já a “adoração”, podemos pensá-la, numa esfera vertical, isto é, quando o adorador proclama quem Deus é e o que faz reportando-se ao próprio Deus. Esse nível de adoração é individual, é pessoal e o plano em que ocorre é no espírito humano! E, para que isso ocorra é necessário, antes de qualquer coisa, a conversão, ou seja, a transformação de vida que ocorre quando recebemos a Jesus Cristo como nosso Salvador e só à Ele recorremos tanto para o nosso socorro, como quando nos prostramos e rendemos adoração.

         Sem transformação, não há adoração!

Mt. 15.7-9 “bem profetizou Isaias a vosso respeito, dizendo: Este povo honra-me com os lábios; o seu coração, porém, está longe de mim. Mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homem”.

         Em outras palavras, para não adorarmos “em vão” tem que haver mudança de rumo, como está escrito:

1 Pe.2.9 “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as grandezas daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”.

 O VERDADEIRO ADORADOR ADORA A DEUS EM  VERDADE:

         VERDADE é uma das característica de Deus que no grego é “Aletheia”. Em Jo.1.14 Jesus disse: Eu sou a verdade. Desta forma, Deus procura adoradores que adorem em verdade, que nada tem a ver com a aparência!
Nada tem a ver com rituais, com tradições, com sacrifícios, com piedade, com esmolas, com idolatrias etc. Diante disto, lanço a pergunta:

QUE TIPO DE ADORADOR É VOCÊ?
  1. Um adorador ritualista?
  2. Um adorador de aparência?
  3. Um verdadeiro adorador?                                    
          O significado da cruz foi um sacrifício eterno que Cristo fez, para que louvemos e adoremos o seu nome. Ele deseja que compreendamos que não são os nossos sacrifícios que nos levam a Deus, mas o sacrifício que Ele fez por nós, para que sejamos “verdadeiros adoradores”.


                                                            Rose Prado

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Justificando a ausência





Trabalhando bastante... 
preciso de um descanso, de um 
feriado... 
Preciso de tempo para novas postagens e também para editar novos vídeos...orem por mim!

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Do que está cheio o seu coração?

Bom dia a todos!
Pense sobre isso: do que está cheio o seu coração? de amor, de paz, de longanimidade, de solidariedade, de humildade... ou de rancor, de tristezas, de falta de perdão, de amargura, de entulhos emocionais que soterram todos os nossos valores e qualidades? Do que está cheio o seu coração? É fácil saber: basta observar o que você fala, porque está escrito "Pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca". Mateus 12:34 Pense sobre isso!

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Jesus deu a sua vida por nós !


"Por isto o Pai me ama, porque dou a minha vida para tornar a tomá-la. Ninguém a tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou; tenho autoridade para a dar, e tenho autoridade para tornar a tomá-la. Este mandamento recebi de meu Pai.". João 10.17,18

sexta-feira, 11 de março de 2011

PASTORES SEGUNDO O CORAÇÃO DE DEUS !

“Dar-vos-ei pastores segundo o meu coração, que vos apascentem com conhecimento e inteligência”.
Jr. 3.15 
         
            
       Na Bíblia há vários textos que comparam as pessoas às ovelhas. Mas, por que a ovelha é comparada ao ser humano? Na verdade, a ovelha precisa ser pastoreada: guardada, cuidada, alimentada, curada e dirigida ao descanso pelo pastor que a conduz. E, da mesma forma, nós,  enquanto Igreja do Senhor necessitamos destes mesmos cuidados. É por isso que essa analogia, PASTOR e OVELHA, mostra um belo retrato do amor de Deus por seu povo.


quais são as características do pastor segundo o coração de Deus?


I – Ele é chamado por Deus para o Ministério Pastoral:


 “E ele deu uns para apóstolos, outros para profetas, e outros para evangelistas e outros para pastores e doutores”.
                             Ef. 4.11

            Este verso alista os dons para os ministérios que Cristo deu à Igreja! Paulo declara que esses dons foram dados para preparar o povo de Deus e dar crescimento e desenvolvimento espiritual à Igreja. Vejamos:

APÓSTOLOS - apostello (grego) - Significa, enviar alguém com missão especial: mensageiro ou representante pessoal de quem o envia.  O termo foi designado aos primeiros missionários cristãos e aos que foram comissionados por Jesus para pregar o Evangelho e estabelecer a Igreja: Foram doze os apóstolos! Eram servos itinerantes que arriscavam suas vidas em prol da propagação do evangelho. Hoje os denominamos: missionários!

PROFETAS - No Novo Testamento, eram homens que proclamavam, cheios do Espírito Santo, a Palavra de Deus. Era o pregador: sua mensagem visava admoestar, exortar, animar, consolar e edificar: Exemplo:

Pedro, além de apóstolo era também profeta de Deus (At. 2.14-36 - pregação no dia de Pentecostes), (At. 3.12-16 na cura do coxo).  1 Co.14.3 “Mas o que profetiza fala aos homens para edificação,  exortação e consolação”.

EVANGELISTAS - Eram homens de Deus capacitados e comissionados para também anunciar o Evangelho, essa função de anunciar implicava o poder da salvação conforme vemos o exemplo a seguir:

Filipe - At. 21.8 “Partindo no dia seguinte, fomos a Cesaréia; e entrando em casa de Felipe, o evangelista, que era um dos sete, ficamos com ele”. At.8. 6 “As multidões escutavam, unânimes, as coisas que Filipe dizia, ouvindo-o e vendo os sinais que operava”.  Filipe pregou o Evangelho e muitos foram salvos e batizados em águas com sinais e curas, milagres e libertação, sinais estes, que acompanhavam as suas pregações.

DOUTORES OU MESTRES - Aqueles que tem de Deus um dom especial para esclarecer, expor ou proclamar a Palavra de Deus afim, de edificar o corpo de Cristo.  - preservando a verdade e produzindo a santidade na igreja.

PASTORES - São aqueles que dirigem a Igreja e cuidam de suas necessidades espirituais. São chamados:

·        Presbíteros ou anciãosAt.20.17 “De Mileto mandou a Éfeso chamar os anciãos da igreja” ou Tito 1.05.

·        Bispos1 Tm. 3.1,2 - “Fiel é esta palavra: Se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja. Convém, pois, que o bispo (episkopo) seja irrepreensível, marido de uma só mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar”.

A palavra Bispo: (gr) episkopos”, significa aquele que tem a responsabilidade pastoral; Nem quero tecer comentários acerca da hierarquia que estão criando ultimamente no meio evangélico: pastor – apóstolo – bispo. O pastor chamado por Deus se enquadra no padrão bíblico de  1 Tm. 3.1,2 e deve ser:

a) Irrepreensível: saber se comportar, ser equilibrado, ser idôneo (maduro), não neófito (novo na fé) conforme 1 Tm 1.6).

b) Marido de uma só mulher – gr. “mias gunaikos” (genitivo atributivo) ou seja, “marido de uma única mulher”.

c) Vigilante - deve cuidar dele e dos outros - At. 20.28 “Olhai por vós e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos (grifo meu) para apascentardes a Igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue”.

d) Sóbrio - maduro, equilibrado, consciente de suas responsabilidades);

e) Honesto - quantos "falsos pastores" estão lesando os próprios membros;

f) Hospitaleiro 

f) Apto para ensinar - o pastor pode ser um mestre, mas nem sempre um mestre é um pastor.


II – Ele alimenta e cuida do rebanho:

Jr. 23.1-4 Ai dos pastores que destroem e dispersam as ovelhas do meu pasto, diz o Senhor. Portanto assim diz o Senhor, o Deus de Israel, acerca dos pastores que apascentam o meu povo: Vós dispersastes as minhas ovelhas, e as afugentastes, e não as visitastes. Eis que visitarei sobre vós a maldade das vossas ações, diz o Senhor. E eu mesmo recolherei o resto das minhas ovelhas de todas as terras para onde as tiver afugentado, e as farei voltar aos seus apriscos; e frutificarão, e se multiplicarão. E levantarei sobre elas pastores que as apascentem, e nunca mais temerão, nem se assombrarão, e nem uma delas faltará, diz o Senhor.

            A Bíblia nos mostra alguns tipos de pastores:

a) Pastor que vai por detrás, impelindo as ovelhas - é aquele que se importa apenas em usufruir da gordura e da lã e depois afugenta a ovelha;

b) Pastor que vai adiante conduzindo o rebanho: Sl 77.20 ; Sl 78.52 e Sl. 80.1

c) Pastor que afugenta as feras: 1 Sm 17.34-36

d) Pastor que alimenta a ovelha em pastos verdejantes: 1 Cr. 4.39,40 e Sl 23.2 “Deitar-me faz em pastos verdejantes; guia-me mansamente a águas tranqüilas”.

e) Pastor que apascenta com conhecimento e inteligencia: Conhecimento na Palavra e Inteligência pra aconselhar, tomar decisões, corrigir como um pai corrige seu filho:

f) Pastor que busca a ovelha perdida/desgarrada: Ez. 34.12 “Como o pastor busca o seu rebanho, no dia em que está no meio das suas ovelhas dispersas, assim buscarei as minhas ovelhas. Livrá-las-ei de todos os lugares por onde foram espalhadas, no dia de nuvens e de escuridão.”  Lc.15.4-6 “Qual de vós é o homem que, possuindo cem ovelhas, e perdendo uma delas, não deixa as noventa e nove no deserto, e não vai após a perdida até que a encontre? E achando-a, põe-na sobre os ombros, cheio de júbilo; e chegando a casa, reúne os amigos e vizinhos e lhes diz: Alegrai-vos comigo, porque achei a minha ovelha que se havia perdido.”



III – Ele é o Atalaia, o Vigia Espiritual da Igreja


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Ez.3.17 Filho do homem, eu te dei por atalaia sobre a casa de Israel; quando ouvires uma palavra da minha boca, avisá-los-ás da minha parte.”

Ez.33.6 “Mas se, quando o atalaia vir que vem a espada, não tocar a trombeta, e não for avisado o povo, e vier a espada e levar alguma pessoa dentre eles, este tal foi levado na sua iniqüidade, mas o seu sangue eu o requererei da mão do atalaia”.

            O pastor segundo o coração de Deus é aquele que direciona a ovelha, porque está alerta em todo o tempo vigiando o seu rebanho. Por causa disto devemos ouvir a voz do nosso pastor obedecendo-o, como está escrito:

Heb. 13.17 “Obedecei aos vossos pastores, sendo-lhes submissos; porque velam por vossas almas como quem há de prestar contas delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil”.

            Enfim, os dons para os ministérios que Cristo deu à Igreja citados no início deste artigo têm como objetivo cumprir o que está escrito na seqüência de Efésios 4.11 que diz:

"12 tendo em vista o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo; 13 até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, ao estado de homem feito, à medida da estatura da plenitude de Cristo; 14 para que não mais sejamos meninos, inconstantes, levados ao redor por todo vento de doutrina, pela fraudulência dos homens, pela astúcia tendente à maquinação do erro; 15 antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, 16 do qual o corpo inteiro bem ajustado, e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa operação de cada parte, efetua o seu crescimento para edificação de si mesmo em amor".




            Deus abençoe os pastores que são realmente chamados pelo Senhor e que têm dedicado suas vidas para apresentar o rebanho de Cristo confiado em suas mãos, como obreiros que não têm do que se envergonhar! Oremos pela liderança da Igreja do Senhor!

                                                                     Rose Prado