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sábado, 27 de junho de 2009

Abatimento....REAJA!

       Segundo o dicionário da língua portuguesa, o sentido literal da palavra “abatimento”, significa: “diminuição acentuada da atividade normal no organísmo; depressão, enfraquecimento; desânimo”. E num contexto geral, o abatimento é uma experiência humana singular, até mesmo entre os melhores servos de Deus. E é em decorrência de algumas situações que nos surgem de súbito ou mesmo que parecem fugir de nosso controle sem nenhuma advertência, que acabamos por ficar abatidos e sem forças para reagir.

Uma das causas que tem levado muitas pessoas a estarem abatidos é o desapontamento. Pessoas que se desapontam com a família, com os irmãos da igreja, com os nossos líderes, consigo mesmas e as vezes, até mesmo com Deus. Afinal, nem sempre as coisas saem exatamente como planejamos. 
O que desejo na verdade, é enfatizar, não o “abatimento”, mas sim, as nossas “reações” aos abatimentos da vida.
        Deus, através de sua infinita sabedoria e onisciência, deixou-nos a receita do remédio que revigora nossas forças: A Sua Palavra! Está escrito em 2 Corintios 4.8 e 9:

 “De todos os lados somos oprimidos pelas dificuldades, porém não somos esmagados nem despedaçados. Ficamos perplexos porque não sabemos a razão de certas coisas nos acontecerem assim, porém não desanimamos nem desistimos. Somos perseguidos, mas Deus não nos abandona. Somos derrubados, mas nos erguemos e prosseguimos. Podemos passar pelas tribulações, mas não necessariamente nos tornarmos angustiados por elas”. (Versão A Bíblia Viva). 

           Temos aqui, um ponto base para iniciarmos um contra ataque ao abatimento, pois ao analisarmos essa mensagem deixada por Deus, através do seu servo, vemos que para cada situação temos um escape, o qual dependerá e muito de nossas reações.

           Podemos refletir um pouco sobre José, cuja história é relatada em Gênesis, capítulos 37, 39 e 40-45. De súbito, a vida daquele moço mudou radicalmente, para pior. Ele que era tão amado por seu pai Jacó, de repente é vendido por seus irmãos e passa a experimentar situações que certamente cada um de nós poderíamos ter uma reação diferente à que ele teve. Se aguçarmos um pouco nossa imaginação, podemos nos deparar com diversas saídas para o caos que estava ocorrendo na vida deste servo de Deus. Embora a Bíblia não mencione, suponho que José experimentou um desapontamento muito grande em relação aos seus irmãos, o que fatalmente deve de tê-lo levado a um abatimento, momentos de angustias e tristezas não compreendidas. Quem sabe, como Jó, ele tenha vasculhado seus próprios sentimentos e buscado no silêncio do seu coração, que pecado o levaria a tal sofrimento! Esta é sempre a primeira pergunta que fazemos quando alguma situação contrária nos sobrevém: - Senhor, onde foi que pequei? Em que tenho errado para que o Senhor permita esse sofrimento em minha vida?
            Vendido como escravo, sentindo-se solitário e traído, imaginemos que José pudesse ter criado alternativas para mudar o seu quadro triste e desesperador. Em meio ao abatimento das tribulações da vida, temos necessariamente que ter REAÇÕES, porém, precisamos reagir em conformidade à orientação do Espírito Santo, afinal, nossa vida é dirigida e orientada por Ele. Voltemos à José: suponhamos que ele numa daquelas noites em que caminhava pelo deserto rumo ao seu destino na casa de Potifar, resolvesse fugir dos seus algozes. E se o tivesse feito, imaginemos que provavelmente alcançaria a liberdade, contudo, jamais poderia retornar à casa de seu pai e viveria sempre na solidão e na amargura de quem fora rejeitado e incompreendido. Mas, José não fugiu! Na casa de Potifar ele poderia devido à situação, sentir-se rejeitado até mesmo por Deus, que permitira que todas aquelas coisas estivessem acontecendo com ele. Não é assim, que nos sentimos muitas vezes? Achamos que

Deus nos abandonou somente porque momentos de angustias, enfermidades ou tristezas não abatem! No tormento da injusta prisão, talvez os sentimentos remoessem o coração de José em cada entardecer que via ficar para traz, tal qual todo o passado que marcava suas recordações. Ele poderia ter reagido com ressentimentos, com mágoas, com vinganças ou até mesmo com precipitações. Destes capítulos que relatam a história de José, quatro versos em especial me chamam a atenção, foi quando ele interpretou o sonho do copeiro: 

“...e darás o copo de Faraó na sua mão, conforme o costume antigo, quando eras seu copeiro. Porém, lembra-te de mim, quando te for bem; e rogo-te que uses comigo de compaixão, e que faças menção de mim à Faraó e fazes-me sair desta casa; Porque, de fato, fui roubado da terra dos hebreus e tão pouco aqui nada tenho feito para que me pusessem nesta cova. O copeiro-mor, porém, não se lembrou de José, antes se esqueceu dele” (Gn. 40.13-15 e 23). 

     A Bíblia relata em Gn 41, que dois anos inteiros se passaram até que aquele copeiro-mor se lembrasse de José. Imaginemos que se na angustia do seu abatimento, nos momentos em que se sentisse esquecido até mesmo por Deus, ele resolvesse agir por seu próprio modo e quem sabe, como muitos de nós, ele ficasse mandando “bilhetinhos” para lembrar ao copeiro de sua presença na prisão e de seu pedido quando interpretara os sonhos. Calculemos que o copeiro fizesse então, menção de José à faraó e, este resolvesse libertá-lo. Que faria José? Seria devolvido à casa de Potifar, visto que era seu escravo? Mas, e se Faraó, o mandasse para uma terra distante onde pudesse por fim alcançar a tão sonhada liberdade? Porém, se 
isto ocorresse, de qualquer maneira os sentimentos estaria remoendo o coração de José e o abatimento o seguiria por onde quer que fosse. Sabemos, contudo, que não foi assim! José se apegou às promessas de Deus e teve por reação confiar Senhor. Por esta causa, ele disse acerca de si mesmo aos seus irmãos: 


“Pelo que Deus me enviou diante da vossa face, para conservar vossa sucessão na terra, e para guardar-vos em vida por um grande livramento. Assim não fostes vós que me enviastes para cá, senão deus, que me tem posto por pai de Faraó, e por senhor de toda a sua casa, e como regente em toda a terra do Egito” (Gen. 45. 7,8).

      Veja bem, em toda circunstância adversa, Deus tem como objetivo, trazer-nos o amadurecimento individual e uma íntima confiança em Suas Promessas. Podemos sim, passar por abatimentos, tristezas e desânimos, mas sigamos o exemplo de José o qual não se precipitou, mas esperou no socorro que vem do Senhor. 

            Lembre-se: Deus sempre está no controle de tudo!


                                                 Rose Prado

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