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quinta-feira, 24 de novembro de 2016

"O Homem com o cordel de medir"

Hoje, durante os afazeres do lar me veio à mente o texto de Ezequiel 47. 1-9. Deus trouxe ao profeta a visão de um rio vivificador que saia do templo. E, nos versos 2 ao 5 ele observava que à medida em que o rio avançava ia aumentando em profundidade e largura. Nos versos 6 e 7, o Homem que tinha na sua mão o cordel de medir trás o profeta de volta à margem e posteriormente, nos versículos 8 e 9 é dito a Ezequiel que este rio levava águas saradoras por onde quer que passasse.
Fiquei pensando na visão do profeta! E confesso, já ouvi muitas mensagens sobre este tema e também já preguei tantas outras sobre esta passagem bíblica. Mas, hoje, quando este texto me veio à mente, ele veio renovado e o vi de uma forma completamente diferentes das demais vezes.
Meditando nos versos 2 ao 5, me deparei com os níveis de dificuldades que encontramos frente aos problemas da vida. Por vezes, passamos por situações contrárias, mas que são contornáveis porque “as águas estão nos tornozelos” e podemos de uma forma ou de outra mudar o passo e pular a situação vencendo suas fracas ondas em nossos pés! Contudo, em algumas ocasiões os problemas se intensificam indo até “os nossos joelhos”. Momento em que as águas se tornam pesadas e exigem de nós uma força maior para mudarmos os passos. Mas sabemos que é necessário prosseguir e assim, vencemos as águas das dificuldades, orando, clamando e seguindo em frente. Todavia, há vezes em os problemas nos envolvem de forma tal, que sentimos “as águas nos quadris”. Estamos tão cercados de problemas, de preocupações, de cansaço pela dura caminhada que forçamos o corpo contra as águas, insistindo na vitória. Olhamos para os lados e não vemos apoio, não encontramos companheirismo e nem há a possibilidade de voltar atrás. Seguimos em frente até mesmo com a pouca força que nos resta porque acreditamos que Deus está conosco. Porém, nem sempre nos deparamos com a
vitória à nossa frente pois os problemas tomam proporções gigantescas, parece que não há saída e as águas se tornam profundas e começamos “a nadar” na adversidade. Estamos tão submersos na situação que não há outra alternativa que não seja apenas confiar em Deus e deixar que Ele nos conduza em meio as águas turbulentas.
Então, eu me lembro dos versos 6 e 7 quando “o Homem que tem nas mãos o cordel de medir”, trás o profeta de volta à margem. Isto me faz pensar que são nesses momentos em que achamos que estamos nos afogando em águas profundas que o nosso Jesus, o Homem com o cordel de medir, vem e nos trás de volta à margem. Sim! Ele tem o cordel de medir! E Ele mede até onde podemos suportar. Ele sabe até onde e o quanto conseguimos nadar! Por isso não se desespere! Ele está medindo a sua fé e perseverança e Ele vai te trazer à margem!
Na visão de Ezequiel, na margem havia uma abundância de árvores e foi da margem que ele descobriu que aquelas águas em que ele estava eram águas saradoras. Não eram águas para afogar, para destruir... não! Eram águas saradoras! E toda criatura que entrasse naquelas águas receberia vida e cura!
É isso! Vida e cura! Para isso servem as circunstâncias adversas: para produzir em nós vida e cura. E o próprio Jesus é o Homem com o cordel de medir e nas águas está o Espírito Santo que nos fortalece em meio aos dias maus. Que sara as nossas feridas e que sempre nos trás à margem para experimentar da sua abundância e nos mostrar que todas as situações não são para nos derrotar, mas sim, para nos aprimorar no exercício da fé e nos capacitar na obra em prol do Reino de Deus.
Ezequiel 47.1-9
“Depois disto me fez voltar à porta da casa, e eis que saíam águas por debaixo do umbral da casa para o oriente; porque a face da casa dava para o oriente, e as águas desciam de debaixo, desde o lado direito da casa, ao sul do altar. E ele me fez sair pelo caminho da porta do norte, e me fez dar uma volta pelo caminho de fora, até à porta exterior, pelo caminho que dá para o oriente e eis que corriam as águas do lado direito. E saiu aquele homem para o oriente, tendo na mão um cordel de medir; e mediu mil côvados, e me fez passar pelas águas, águas que me davam pelos artelhos. E mediu mais mil côvados, e me fez passar pelas águas, águas que me davam pelos joelhos; e outra vez mediu mil, e me fez passar pelas águas que me davam pelos lombos. E mediu mais mil, e era um rio, que eu não podia atravessar, porque as águas eram profundas, águas que se deviam passar a nado, rio pelo qual não se podia passar. E disse-me: Viste isto, filho do homem? Então levou-me, e me fez voltar para a margem do rio. E, tendo eu voltado, eis que à margem do rio havia uma grande abundância de árvores, de um e de outro lado. Então disse-me: Estas águas saem para a região oriental, e descem ao deserto, e entram no mar; e, sendo levadas ao mar, as águas tornar-se-ão saudáveis. E será que toda a criatura vivente que passar por onde quer que entrarem estes rios viverá; e haverá muitíssimo peixe, porque lá chegarão estas águas, e serão saudáveis, e viverá tudo por onde quer que entrar este rio.

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